Mas porque Almas Castelos? Eu conheci algumas. São pessoas cujas almas se parecem com um castelo. São fortes e combativas, contendo no seu interior inúmeras salas, cada qual com sua particularidade e sua maravilha. Conversar, ouvir uma história... é como passear pelas salas de sua alma, de seu castelo. Cada sala uma história, cada conversa uma sala. São pessoas de fé flamejante que, por sua palavra, levam ao próximo: fé, esperança e caridade. São verdadeiras fortalezas como os muros de um Castelo contra a crise moral e as tendências desordenadas do mundo moderno. Quando encontramos essas pessoas, percebemos que conhecer sua alma, seu interior, é o mesmo que visitar um castelo com suas inúmeras salas. São pessoas que voam para a região mais alta do pensamento e se elevam como uma águia, admirando os horizontes e o sol... Vivem na grandeza das montanhas rochosas onde os ventos são para os heróis... Eu conheci algumas dessas águias do pensamento. Foram meus professores e mestres, meus avós e sobretudo meus Pais que enriqueceram minha juventude e me deram a devida formação Católica Apostolica Romana através das mais belas histórias.

A arte de contar histórias está sumindo, infelizmente.

O contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas.

As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. Contar histórias: Une as famílias, anima uma conversa, torna a aula agradável, reata as conversas entre pais e filhos, dá sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra conferências... Pense nisso.

Há sempre uma história para qualquer ocasião.

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15)

Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas. Peço a Nossa Senhora que recompense ao cêntuplo, todas as pessoas que visitarem este Blog e de alguma forma me ajudarem a divulga-lo. Convido você a ser um seguidor. Autorizo a copiar todas as matérias publicadas neste blog, mas peço a gentileza de mencionarem a fonte de onde originalmente foi extraída. Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan


Malba Tahan jamais foi um árabe, embora o nome indique. Malba Tahan era um simples professor do Rio de Janeiro, nascido em 06/05/1895 e falecido em Recife (capital de Pernambuco) em 16/06/1974.

Seu nome verdadeiro era Julio César de Melo e Sousa. Exímio contador de estórias, ficou encantado com a coleção Mil e Uma Noites (livros de estórias árabes) e assim, resolveu criar um personagem:

Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan, mais conhecido apenas por Malba Tahan.

Malba Tahan jamais existiu, era um pseudônimo, era um personagem inventado e desenvolvido pelo professor Julio César de Melo e Sousa.

Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de problemas e curiosidades matemáticas, apresentada sob a forma de narrativa das aventuras de um calculista persa à maneira dos contos de Mil e Uma Noites.

Julio César foi um escritor e matemático brasileiro. Através de seus romances foi um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil. Ficou famoso no Brasil e no exterior por seus livros de recreação matemática, fábulas e lendas passadas no Oriente (lugares que jamais esteve). Em 2004 foi fundado na cidade de Queluz (interior do Estado de São Paulo – Brasil) - terra onde o escritor passou sua infância - o Instituto Malba Tahan, com o objetivo de fomentar, resgatar e preservar a memória e o legado de Júlio César. Em homenagem a Malba Tahan, o dia de seu nascimento – 6 de maio – foi decretado Dia da Matemática pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Júlio César nasceu na cidade do Rio de Janeiro, mas viveu quase toda a infância na cidade paulista de Queluz. Seu pai João de Deus de Melo e Sousa e sua mãe Carolina Carlos de Melo e Sousa tinham uma renda familiar apenas suficiente para criar os oito filhos do casal. Quando criança, já dava mostras de sua personalidade original e imaginativa. Em 1905, retornou ao Rio de Janeiro para estudar. Cursou o Colégio Militar e o Colégio Pedro II. A partir de 1913, passou a freqüentar o curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica.Júlio César estudou a fundo todos os aspectos da cultura árabe e da oriental. Muito influenciado pela coleção “Mil e Uma Noites” (livros de contos árabes), em 1925, propôs a Irineu Marinho, dono do jornal carioca A Noite, uma série de “contos de mil e uma noites”. Surgia aí o escritor fictício Malba Tahan, que assinava os contos que foram publicados com comentários do igualmente fictício Prof. Breno de Alencar Bianco. Seu pseudônimo tornou-se tão famoso que o então Presidente Getúlio Vargas concedeu uma permissão para que o nome aparecesse estampado em sua carteira de identidade. Até o fim da vida, Júlio César escreveu e publicou livros de ficção, recreação e curiosidades matemáticas, didáticos e sobre educação, com seu nome verdadeiro ou com o ilustre pseudônimo.

A carreira de professor

Paralelamente à carreira de escritor, Júlio César dedicou-se ao magistério. Graduou-se como engenheiro civil na Escola Politécnica e como professor na Escola Normal. Deu aulas no Colégio Pedro II e na Escola Normal, lecionando diversas matérias como história, geografia e física, até se fixar no ensino de matemática. Ensinou também no Instituto de Educação e na Escola Nacional de Educação. Além das aulas, Júlio César proferiu mais de 2000 palestras por todo o Brasil e em algumas localidades do exterior. Ficou célebre por sua técnica de contação de histórias e por sua atuação inovadora como professor. Suas aulas eram agitadas e interessantes, sempre repletas de curiosidades que atraiam a atenção dos estudantes.

Júlio César faleceu em 18 de junho de 1974 de ataque cardíaco em seu quarto de hotel, após uma palestra proferida no Recife.

Biografia de Malba Tahan (até onde vai a imaginação de um professor)

Ao criar seu pseudônimo, Júlio César criou também um personagem: Malba Tahan. Este escritor, cujo nome completo seria Ali Yezid Izz-Eddin Ibn Salim Hank Malba Tahan, teria nascido na aldeia de Muzalit, próximo a Meca, a 6 de maio de 1885. Teria feito seus estudos no Cairo (Egito) e Istambul (Turquia). Após a morte de seu pai, teria recebido vultosa herança e viajado pela China, Japão, Rússia e Índia, onde teria observado e aprendido os costumes e lendas desses povos. Teria estado, por um tempo, vivendo no Brasil. Teria morrido em batalha em 1921 na Arábia Central, lutando pela liberdade de uma minoria local Seus livros teriam sido escritos originalmente em árabe e traduzidos para o português pelo também fictício Professor Breno Alencar Bianco.

(Fonte: Wikipedia)

Obras:

Júlio César escreveu ao longo de sua vida cerca de 120 livros de matemática recreativa, didática da matemática, história da matemática e ficção infanto-juvenil, tendo publicado com seu nome verdadeiro ou sob pseudônimo. Abaixo, uma lista de seus títulos mais relevantes:

O Homem que Calculava (romance)
Lendas do Céu e da Terra (contos)
Lendas do Povo de Deus (contos)
Sob o Olhar de Deus (romance)
A Caixa do Futuro (romance)
A Arte de Ler e Contar Histórias (educação)
Belezas e Maravilhas do Céu (ciência)
Roteiro do Bom Professor (didática)
Páginas do Bom Professor (didática)
Antologia do Bom Professor (didática)
Contos de Malba Tahan (contos)
Amor de Beduíno (contos)
Lendas do Deserto (contos)
Lendas do Oásis (contos)
Maktub! (contos)
Minha Vida Querida (contos)
As Maravilhas da Matemática (segredos e maravilhas da matemática)
Matemática Divertida e Delirante (recreação matemática)
Matemática Divertida e Curiosa (recreação matemática)
Diabruras da Matemática (recreação matemática)
Aventuras do Rei Baribê (romance)
A Sombra do Arco-Íris (romance em 3 volumes)
O Céu de Allah (contos)
A Estrêla dos Reis Magos (contos)
Mil Histórias Sem Fim (contos em 2 volumes)
Novas Lendas Orientais (contos)
Salim, o Mágico (romance)
e muitos mais, difícil de enumera-los...

4 comentários:

  1. Paz e bem,Jorge! Obrigada,por este post,sobre o Prof.de Matemática Júlio César(Malba Tahan),que passei a conhecer e admirar,lendo o seu blog e as suas estórias,gosto desta frase dele: Em sala de aula, Júlio César não dava zeros, nem reprovava. "Por que dar zero, se há tantos números?", dizia. "Dar zero é uma tolice:' O professor encarregava os melhores da turma de ajudar os mais fracos...Que Deus abençoe e ilumine,você e também todos os 'Professores'.

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  2. Que espetáculo de post. Ah! Eu sabia que tinha qualquer coisa diferente, mas não vinha à minha mente quando comecei a lê-lo novamente em seu blog.Era o nome! Também pudera eu o lia, quando criança! Obrigada por tão preciosa partilha! Minha memória foi ativada, mas foi também acrescida de mais conhecimentos biográficos dele. Abração!

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  3. Olhe, sua pesquisa foi tão legal que copiarei a lista de livros. Vai me facilitar e muito buscá-los na biblioteca. Obrigada! Abração!

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  4. Apaixoneiiiiiiiiiiiiiiii ! sou professora de matematica e preciso rever a vida de Julio César ! Parabéns !

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