Mas porque Almas Castelos? Eu conheci algumas. São pessoas cujas almas se parecem com um castelo. São fortes e combativas, contendo no seu interior inúmeras salas, cada qual com sua particularidade e sua maravilha. Conversar, ouvir uma história... é como passear pelas salas de sua alma, de seu castelo. Cada sala uma história, cada conversa uma sala. São pessoas de fé flamejante que, por sua palavra, levam ao próximo: fé, esperança e caridade. São verdadeiras fortalezas como os muros de um Castelo contra a crise moral e as tendências desordenadas do mundo moderno. Quando encontramos essas pessoas, percebemos que conhecer sua alma, seu interior, é o mesmo que visitar um castelo com suas inúmeras salas. São pessoas que voam para a região mais alta do pensamento e se elevam como uma águia, admirando os horizontes e o sol... Vivem na grandeza das montanhas rochosas onde os ventos são para os heróis... Eu conheci algumas dessas águias do pensamento. Foram meus professores e mestres, meus avós e sobretudo meus Pais que enriqueceram minha juventude e me deram a devida formação Católica Apostolica Romana através das mais belas histórias.

A arte de contar histórias está sumindo, infelizmente.

O contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas.

As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. Contar histórias: Une as famílias, anima uma conversa, torna a aula agradável, reata as conversas entre pais e filhos, dá sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra conferências... Pense nisso.

Há sempre uma história para qualquer ocasião.

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15)

Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas. Peço a Nossa Senhora que recompense ao cêntuplo, todas as pessoas que visitarem este Blog e de alguma forma me ajudarem a divulga-lo. Convido você a ser um seguidor. Autorizo a copiar todas as matérias publicadas neste blog, mas peço a gentileza de mencionarem a fonte de onde originalmente foi extraída. Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.
Agradeço todos os Sêlos, Prêmios e Reconhecimentos que o Blog Almas Castelos recebeu. Todos eles dou para Nossa Senhora, sem a qual o Almas Castelos não existiria. Por uma questão de estética os mesmos foram colocados na barra lateral direita do Blog. Obrigado. Que a Santa Mãe de Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

São Tomé no Brasil

Depois que os portugueses chegaram no Brasil e começaram a se comunicar com os índios, estes falavam de um homem santo que vinha caminhando sobre as águas do mar e adiante dele vinha uma grande Cruz. Esse homem havia ensinado a seus ancestrais muitas coisas. Chamavam-no de Sumé.

Alguns relatos históricos e numerosos indícios materiais, quase desconhecidos do grande público, atestam a passagem do Apóstolo São Tomé, no início de nossa era, entre os índios brasileiros.

Em nosso País, a legenda e vestígios de São Tomé encontram-se espalhados por muitos lugares. É tradição antiga entre os índios que aquele Apóstolo - a quem chamavam Sumé - veio ao Brasil e lhes forneceu a planta da mandioca e da banana, ajudando-os a cultivar a terra. Pregou o bem àqueles indígenas, ensinando-os a adorar e servir a Deus e não ao demônio; a não terem mais de uma mulher e não comerem carne humana.

Desde o Rio Grande do Sul, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Ceará e Maranhão, encontram-se pegadas atribuídas a São Tomé. Pela tradição dos índios, elas vêm de remotas eras, anteriores ao Descobrimento.

Na Bahia, em São Tomé do Peripé, há uma fonte perene de água doce, que brota de um penedo junto a certas pegadas, e é tradição que ali desceu São Tomé. Perto de Cabo Frio (RJ) existe outro penedo, que parece ter levado várias bordoadas. É tradição dos índios terem sido impressas pelo bordão de São Tomé, numa ocasião em que eles haviam resistido a doutrina pregada pelo Apóstolo.

Agora, neste momento histórico, rezemos todos a São Tomé para que olhe para o Brasil e nos ajude especialmente na prática das virtudes e nos proteja do “lobo” em pele de ovelha que ronda buscando a perdição de nossa pátria.

Fonte: Revista Catolicismo número 631 – Julho de 2003.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A grande provação

Há certas coisas que valem a pena repetir, porque nos fazem bem. Recebi esse texto por e-mail de um amigo. Não sei quem é o autor, mas tenho certeza de que todos os que lerem vão fazer bom proveito. Vamos lá:

No ventre de uma mãe havia dois bebês. Um perguntou ao outro:

- Você acredita em vida após o parto?

O outro respondeu:

- É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.

- Bobagem - disse o primeiro - Que tipo de vida seria esta?

O segundo disse:

- Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora.

O primeiro retrucou:

- Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação.

O segundo insistiu:

- Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico.

O primeiro contestou:

- Bobagem, e, além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá?

- Bem, eu não sei - disse o segundo - mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós.

O primeiro respondeu:

- Mamãe, você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?

O segundo disse:

- Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir.

Disse o primeiro:

- Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe.

Ao que o segundo respondeu:

- Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa.

(Este foi o modo pelo qual um escritor Húngaro explicou a existência de Deus)

Desconheço o autor.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O prisioneiro cristão

Maomé II, ao interrogar, certa vez, um prisioneiro cristão, propôs convencê-lo a abandonar o cristianismo e a adotar a crença do Islã. O soldado recusou a proposta.

O imperador ameaçou-o de morte.

O cristão, abrindo a blusa, mostrou as cicatrizes que tinha no peito e disse:

- Por um rei fui várias vezes ferido em combate. Maior glória será para mim se me for dado morrer pelo Rei dos Reis, Jesus, Nosso Senhor.

Sofrer por Deus é ter nas mãos o ouro mais puro e mais precioso para comprar o céu. Uma só parcela desse ouro divino basta para possuirmos a glória do paraíso. “Um instante de leve tribulação”, diz São Paulo, “opera em nós um peso imenso de glória.”

Recordemos as palavras de Elisabete Deseur: “Quero, Senhor, ser como sou, sempre vossa, no sofrimento e na dor, na aridez e na alegria, na doença e na saúde; na vida e na morte. Só quero uma coisa: que a vossa vontade se cumpra em mim e por mim; não procuro, e cada vez quero procurar menos, outro fim que não seja este: promover a vossa maior glória pela realização dos vossos desígnios em mim. Ofereço-vos dispordes de mim, em serviço vosso, como do instrumento mais julgar e inerte, em favor das almas que amais”.

Autor (D.) – Lendas do Céu e da Terra

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A sentinela de Pompéia

Espantosa e imprevisível catástrofe ocorreu no ano 79. O Vesúvio, numa súbita e tremenda erupção, inundou de lavas e cinzas ardentes muitas léguas de terras em seu derredor, sepultando duas cidades – Herculano e Pompéia. 

Conta-se que quando os habitantes de Pompéia, tomados de alucinante desespero, fugiram na maior desordem para escapar á morte houve um soldado romano que permaneceu em seu posto, de pé, tranqüilo como um estátua humana. O formidável cataclismo desabou quando ele estava de sentinela junto a uma das portas da cidade.

Na derrocada geral, os chefes esqueceram-se dele: a onda de lava descia contra o heróico soldado; os vapores sulfurosos que ela desprendia não tardariam em asfixiá-lo. Um verdadeiro e real inferno o ameaçava . . . Mas a sentinela não arredou o pé de seu posto. Deixou-se enterrar nas cinzas ardentes e no meio das cinzas ardentes pereceu.

Muitos séculos depois, feitas escavações nas ruínas de Pompéia, se encontraram ainda os restos do destemido soldado que perecera, heroicamente, em seu posto no cumprimento dramático de seu dever militar.

O capacete, a lança e a couraça desse herói anônimo se conservam, até hoje, no Museu de Nápoles. A sentinela de Pompéia é a égide admirável dos que morrem no cumprimento do dever.

Muitas são, meu amigo, as obrigações que tens de cumprir: obrigações para com Deus, para com o próximo, para com a Pátria, para com a Igreja. Sê inflexível ao cumpri-las e, á semelhança da sentinela de Pompéia, prefere que as cinzas te aniquilem a que desertes, por covardias, de teus deveres e compromissos.

Fonte: Lendas do Céu e da Terra.
Ilustração: O último dia de Pompéia – Kar Briullov (1827-1833)
(http://bloglanostraitalia.blogspot.com.br/2011/07/pompeia-cidade-sepultada-pelo-vesuvio.html)

domingo, 17 de abril de 2016

O grande libertador no aniversário do Blog

Mais um ano de passou e hoje o Blog comemora mais um aniversário. Tenho contado nos aniversários passados um pouco sobre a própria criação do Blog. Todos tem alguma especialidade. A minha, desde muito jovem foi de contar histórias. Sou um narrador de histórias que deseja o bem ao próximo, sua conversão, seu bom convívio familiar, seu bom relacionamento com os filhos e sobre tudo o bom relacionamento com Deus. Por isso em cada história tem um convite à conversão. Especialmente na data de hoje, peço orações para mim, para o Blog e para todos os que visitam o Almas Castelos.

O grande libertador.

Conta-se que um afamado ferreiro dos tempos medievais, preso por crime de certa gravidade e atirado ao fundo de um calabouço, concebeu a idéia de evadir-se de tão lúgubre lugar. Começou, como era natural, por examinar, cuidadosamente, a corrente que o prendia, para ver se descobria nela qualquer falha ou ponto fraco por onde mais facilmente a partisse. Em breve reconheceu, por certos sinais que nela achou, que a corrente fora fabricada por ele mesmo. Assim que deu tento nesses sinais, perdeu, por completo, a esperança de evadir-se. Como ferreiro, uma de suas especialidades tinha sido a fabricação de correntes e grilhões e sempre se jactava, por toda parte, de que corrente fabricada por ele jamais haveria quem rebentasse. Ei-lo agora agrilhoado por uma peça de seu próprio fabrico.

Assim é com o pecador. Seus próprios atos é que fabricam a corrente que o prendem em triste cativeiro. Corrente que nenhuma força humana pode quebrar. Há só um meio de libertação. Jesus, o grande Salvador, é quem pode quebrar as algemas do pecado. Na vossa instante precisão clamai por Ele, que logo correrá em vosso auxílio e vos livrará. “Se o Filho de Deus vos libertar, sereis verdadeiramente livres. ”

Autor (D.) – Lendas do Céu e da Terra

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A capacidade de crer

Contam alguns escritores que Abraão Lincoln, libertando os cativos dos Estados Unidos, mandou afixar pelas estradas e especialmente nos cruzamentos dos caminhos enormes cartazes que proclamavam a grande nova. A notícia da liberdade e de suas magníficas bênçãos devia, assim, espalhar-se por todos os recantos do país, atingir todos os lares e alegrar todos os corações.

Alguns escravos, no entanto, ouviram ler a proclamação e não creram nela. Afeitos a prolongados cativeiro, acharam as prerrogativas, que então se lhes ofereciam, grandiosas demais, inacreditáveis.

E porque não creram, continuaram na escravidão!

Para triunfarem dos males que tentam escraviza-las na terra, o que falta a muitas almas é a capacidade de crer na palavra de Cristo e nas glórias da imortalidade.

Sim, porque a palavra de Jesus tem todas as qualidades características da verdade, que são a universalidade, a eternidade e a imutabilidade. O Evangelho ficará sendo o livro para todos os homens e para todos os tempos, assim como o Sermão da Montanha será, sempre, o código que há de orientar todas as consciências. “Os céus e a Terra passarão”, disse Jesus, “e as minhas doutrinas permanecerão.”

Tu ressurges, Senhor, todos os dias, com a mesma periodicidade com que se renovam os Teus benefícios e as magnificências da Tua obra. Nega-Te o nosso saber. Mas de cada negação Te reergues, deixando vazio os argumentos que Te negaram, como o túmulo onde dormiste outrora um momento para reviveres dentre os finados.

Autor: (D.) – Lendas do Céu e da Terra.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Feliz Natal, Obrigado a todos

Se aproxima a data mais importante do cristianismo: O nascimento de nosso Redentor, Nosso Senhor Jesus Cristo. Por um instante, paro e observo o céu nesta noite silenciosa. E assim meus pensamentos voam para o dia do Natal. Que noite gloriosa, que festa no céu e na terra entre os justos, pois nasceu Aquele que nos abriria a porta do Céu. Que grandeza de noite. Queria eu estar lá ajoelhado diante do Menino Jesus, de Nossa Senhora e de São José.

Que mensagem eu traria para este Natal do ano de 2015?

A todos desejo que o Natal seja uma noite de adoração e de gratidão, e que o ano de 2016 seja abençoado com muita saúde e que todos superem suas dificuldades e consigam trilhar os caminhos da vida com paciência, com esperança, com tranqüilidade e sobretudo com muita fé.

Dessa forma AGRADEÇO PRIMEIRAMENTE A DEUS por tudo o que me deu, AGRADEÇO A DEUS por ter-me feito cristão, AGRADEÇO A DEUS por ter me dado a graça de ter feito o blog Almas Castelos.

AGRADEÇO a todos que me apoiaram, me ajudaram, e me incentivaram. AGRADEÇO os que visitaram o Almas Castelos. AGRADEÇO os que estão seguindo o Blog. AGRADEÇO todos, sem exceção.

Trago um texto extraído da Bíblia narrada por Cid Moreira, como segue abaixo:

Senhor, o sentimento de gratidão é maravilhoso, tanto para quem dá como para quem recebe. Saber agradecer é um dom que vem do alto! Vem de Ti, oh Deus! 

Jesus, no Evangelho, disse às multidões que os humildes de espírito são bem-aventurados, pois deles é o Reino dos Céus. E também os mansos, porque herdarão a terra.

Oh, Deus, Todo-Poderoso, quantas vezes tenho Te procurado ali, no instante em que a dor começa. No entanto, logo em seguida, eu Te esqueço lá, onde a dor termina.

Senhor, obrigado é uma palavra que faz milagres, restaura relações, aproxima pessoas, e até elimina diferenças. Meu Senhor, os adultos costumam ensinar as crianças a dizer ‘obrigado’, mas esse hábito vai perdendo a força ao longo da vida, pelo conteúdo que tomou e a repetição excessiva e sem alma.

São muito poucos os que se impressionam com os benefícios recebidos!

É que vivem cada vez mais alheios e indiferentes, sempre ambicionando cada vez mais!

Dessa maneira, a gratidão que ensinamos às crianças, acaba esvaziada por falta de bons exemplos – a pobreza de testemunho de vida!

Se por um lado, Senhor, a Palavra ensina, por outro, o exemplo atrai, convence. Por isso, oh Deus, que o mundo está nesta situação: repleto de pessoas insatisfeitas, angustiadas e vazias.

No entanto, oh Deus, o que mais desejas do homem é que ele Te procure na dor e na angústia. Mas, na alegria volte sorrindo para Te dizer “obrigado, Senhor”.

Imersos, neste mundo tão difícil, cheio de pessoas vazias, descrentes, interesseiras e egoístas, nos esquecemos de que tudo vem de Ti, e sem a Tua ajuda ficamos perdidos!

Senhor, dá-nos um espírito de gratidão. Faze-nos capazes de valorizar as coisas simples do dia a dia, a palavra afetuosa no lar, o ouvido atento, principalmente os de casa, o dom de enxergar a formosura da natureza...

Ajuda-nos a descobrir qualidades nos outros, não apenas ver erros e fraquezas.

Tantos andam cegos, sem ver a beleza em nada, sem usufruir dos benefícios da vida, sem se comover com o olhar de uma criança. Estressados pela ambição e a febre da competição, vazios de Deus, enciumados e rancorosos, parecem carregar um morto às costas. Por isso, não se lembram de Ti, para Te agradecer o dom da vida!

Contudo, se a delicadeza do amor enobrece as relações humanas, que dizer do Teu Amor, oh Deus? Ele transforma completamente o mundo e as pessoas!

Afinal, Teu Amor é a essência da nossa paz!

Obrigado, Senhor! Pelos benefícios que vêm de Tuas mãos, e pelos que ainda não realizastes, mas irá acontecer. Aqueles sonhos que vemos transformados em realidade pelos olhos da fé.

Obrigado por podermos partilhar esperança com outros, tanto na doença como na saúde, na tristeza ou na alegria, na companhia ou na solidão.

Mas, obrigado acima de tudo, oh Deus, pela bênção de Teu Filho Jesus e pela certeza de que um dia estaremos, para toda a eternidade, felizes e em paz na Tua presença e dos Teus Anjos.

Amém.

Narrador: Cid Moreira
Autor desconhecido

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Perseguições - Coragem - Cristeros - Dispostos a receber um tiro

Todos sabem a história dos CRISTEROS. Esse grupo de heróis católicos que resistiu ao governo do México que queria perseguir duramente a Igreja Católica. Santos heróis, esses cristeros lutavam e morriam bradando: VIVA CRISTO REI!

Trago esta história, porque pode ser que se repita. Estamos preparados para o futuro?

Um episódio sobre os CRISTEROS:

Contam que durante a guerra dos “cristeros”,quando a revolução mexicana perseguia até a morte à Igreja, as missas se celebravam clandestinamente e os vizinhos passavam a informação com a voz de casa em casa, quando algum sacerdote chegava ao povoado, vestido à “paisana”.

Num certo povoado na zona rural do México, estavam aguardando o sacerdote que chegaria no fim de semana, de uma outra aldeia vizinha. Os catequistas clandestinos tinham preparado batismos e outros sacramentos. Para o evento tinham conseguido um velho armazém, suficientemente amplo para albergar alguns centos de fiéis. Naquele domingo, pela manhã, o velho depósito estava totalmente lotado com a quantidade de pessoas que chegavam dos arredores.

As 600 pessoas que estavam reunidas, aguardando o início da celebração, se assustaram quando entraram no local dois homens uniformizados e armados.

Um deles disse:

“- Quem se atreve a receber um tiro, por Cristo, fique onde está... O resto pode ir saindo já! As portas estarão abertas apenas 5 minutos.”

Imediatamente vários integrantes do coro se levantaram e saíram... Também alguns dos diáconos foram embora e a maior parte da freguesia. Passados menos dos 5 minutos prometidos, somente 20 pessoas dos 600 paroquianos restavam no recinto. Então o militar que tinha falado antes encarou o sacerdote e disse:

“- O. K. padre, eu também sou cristão e já me desfiz dos hipócritas. Continue com a celebração.”

Fonte: “Histórias que Evangelizam” – Gilberto Gomes Barbosa.
Comunidade Obras de Maria

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Nossa Senhora ornada por linho

Vladimir Denshchikov é um artista da Ucrânia. Ele cria esses ícones religiosos utilizando fios de linho. Milhões de nós são feitos manualmente pelo artista durante meses de trabalho árduo. Ele tem praticado esta técnica por mais de 30 anos. Leva 3-9 meses para criar um ícone. Nascido em 01 de julho de 1952 em Kiev, Vladimir Denshchikov foi graduado pela Universidade Kiev. No teatro tornou-se ator. Trilhou seu caminho até chegar a ser diretor artístico do Simferopol Crimea Maxim Gorky Academic russo Drama Theater e desde 2007 ele vem ensinando a atuar e dirigir no Instituto Simferopol da Cultura. Completamente, uma impressionante carreira profissional ! Mas esse artista nacional da Ucrânia é conhecido principalmente por seu hobby único - formando ícones religiosos incrivelmente detalhados, desde os fios de linho, usando uma técnica chamada "macramé".

Somente os rostos e mãos dos santos em ícones do Denshchikov são pintados sobre tela, todo o resto é feito de milhões de nós de linho. O artista não utiliza as ferramentas como agulhas ou crochets para fazer os nós, todos os padrões e os detalhes são feitos diretamente com a mão. O material utilizado para essas obras incríveis é criado pelo próprio artista. Ele pega um pedaço de pano de linho puro (um tecido associado com a Fé Ortodoxa), absorve-o em água e o trabalha, uma corda de cada vez. Ele usa fios de linho entre 0,5 e 2 metros de comprimento, executando o trabalho entre 3 e 6 meses, em um único ícone de 40 × 50 cm. Pode soar como um longo tempo, mas não podemos esquecer que podem chegar a ter até nove milhões de nós minúsculos e cada um feito à mão. (ref: por Spooky)

Se alguém quiser fazer mais sobre essa técnica chamada “macramé” peço consultar o Blog de minha amiga Judamore:

Blog Virtudes Femininas

Fonte: http://judamore.blogspot.com.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Esses dias eu rezei por você

Estava pensando sobre o Blog Almas Castelos, desde a época de sua formação, o motivo pelo qual foi criado, sua história e a história de quem o escreve. A indiferença, o sofrimento, a incompreensão, a perseguição e o abandono fizeram parte da pré-criação e do inicio do Blog e de seu criador nos meses que antecederam o Almas Castelos. Mas essas coisas todas serviram como sacrifícios para que, posteriormente, eu pudesse receber a graça de criar o Blog Almas Castelos.

Passaram-se alguns anos. Lembro-me dos primeiros amigos, dos primeiros incentivadores, dos que me apoiaram e me ensinaram muito.

No decorrer desse tempo todo, muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, e tudo valeu a pena. Tenho a certeza de que o Blog já fez bem a muitas pessoas. E isso me anima cada vez mais.

Muitos visitam o Blog por vários motivos. Já recebi mensagens de agradecimento, de religiosos, de ateus, de curiosos, de sacerdotes, de quem havia perdido a fé, etc...

Então, rezo por todos. Não me esqueço de pedir diariamente para que Nossa Senhora, abençoe e ajude a todos nas dificuldades da vida. Muitas e muitas vezes também pedi para rezar missa por todos os que visitam ou já visitaram o Blog Almas Castelos. Quando eu visitava algum mosteiro de freiras ou frades enclausurados, sempre coloquei no livro de intenções de orações: “pelos que visitam e visitaram o Blog Almas Castelos”.

Dessa forma, hoje ofereço um texto especial que tem na Bíblia Sagrada narrada por Cid Moreira: Ei-lo:

Esses dias parei num lugar tranqüilo
me concentrei, olhei para o céu 
e me lembrei especialmente de você.

Pode ser que nem saiba seu nome,
seu endereço, preferências,
mas nem por isso é justo dizer
que não sei nada de você.

Todas as pessoas que acreditam no poder de Deus
vivem preocupadas umas com as outras
e de um modo ou de outro se conhecem.

Não importa o nome, nem o endereço
ou as preferências,
O que importa mesmo é a fé e o amor.

O amor que tudo supera e a fé assumida
com absoluta confiança em Deus.
Por isso orei por você.

Estamos todos juntos guardados
no imenso coração do nosso Deus e Pai
e o que de melhor podemos fazer
é orar uns pelos outros
para que todos possamos atravessar
os momentos difíceis da vida
com todo amor e com toda fé.

Esses dias eu orei por você.
Orei porque todas as pessoas necessitam de oração.
Vou continuar orando para que o Senhor
proteja você e a sua casa do perigo.
Mas uma coisa eu lhe peço:
Quando você falar com Deus,
ore por mim também!

Fonte: Bíblia Sagrada narrada por Cid Moreira

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A oração mais antiga encontrada pelos homens

Tão logo, ao se converter, o apóstolo São Lucas ficou encantado pela Mãe de Deus. E ao tentar explicar como Ela era às pessoas que ele pregava o evangelho, pintou uma figura que depois foi parar na Polônia (Nossa Senhora de Jasna Gora). Portanto Nossa Senhora é venerada desde a época dos apóstolos.

Mas só isso? Os anjos a veneraram desde o seu nascimento, pois Ela era a Mãe de Deus, e o anjo São Gabriel se ajoelhou ante a Ela para anunciar a mensagem de Deus.

Tudo o que os Anjos fazem, é mandado por Deus, pois são mensageiros de Deus. Então quem ensinou a São Gabriel a saudação Angélica (Ave Maria) pelo qual seria anunciada Nossa Senhora, foi o próprio Deus.

Mas não é só isso. A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, os Carmelitas, tem sua história iniciada no antigo testamento. Santo Elias – que Deus levou para o Paraíso num carro de fogo – fundou uma ordem 400 anos antes de Nossa Senhora nascer, para louvar a Mãe de Deus que iria nascer (Ordem dos Carmelitas).

Na foto desta postagem é uma descoberta arqueológica. Na Catacumba de Santa Priscila, encontra-se essa pintura dos primeiros cristãos, no século II, onde mostra a Virgem com o Menino Jesus ao peito e um profeta, identificado como Isaías, ao seu lado. Nas catacumbas de São Pedro e São Marcelino também vemos uma pintura do século III ou IV, que mostra Maria entre Pedro e Paulo, com as mãos estendidas em oração.

A ORAÇÃO MAIS ANTIGA ENCONTRADA PELOS HOMENS:

No ano início do Século XX, no ano de 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III, que foi adquirido pela Biblioteca John Ryland, de Manchester (Inglaterra). O pequeno papiro cujas dimensões são de 18 cm por 9,4 cm, que foi catalogado como Ryl.III,470, teve seu conteúdo identificado em 1939; é o texto de uma oração dirigida a Maria Santíssima, invocada como Theotókos (Mãe de Deus) no século III.

A Palavra Theotókos é uma palavra grega que quer dizer Mãe de Deus.

O texto do fragmento de papiro foi editado em 1938, sem que se tivessem até então identificado os dizeres. Isto só foi feito no ano seguinte por F. Mercenier: este pesquisador verificou que se tratava da oração mariana conhecida e recitada ainda hoje com as palavras iniciais “A Vossa Proteção”. Neste fragmento estava escrito:

"À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus.
Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,
Mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
Ó Virgem gloriosa e bendita!".

Esta oração conhecida com o nome “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Tem ela uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).

Em latim:

Sub tuum praesidium confugimus, Sancta Dei Genetrix.
Nostras deprecationes ne despícias in necessitátibus,
sed a periculis cunctis libera nos semper,
Virgo Gloriosa et Benedicta. Ámen.

Essa magnífica oração já foi musicada por vários autores, desde o canto gregoriano, cantos sacros e até por Mozart (quando tinha 17 anos de idade).

O texto primitivo do qual derivam as diversas variações litúrgicas (copta, grega, ambrosiana e romana) é o seguinte: “Sob a asa da vossa misericórdia nós nos refugiamos, Theotókos; não recuse os nossos pedidos na necessidade e salva-nos do perigo: somente pura, somente bendita”.

FONTES:

http://papocatolico.blogspot.com.br/2013/01/a-mais-antiga-oracao-da-mae-de-deus.html

http://www.a12.com/santuario-nacional/formacao/detalhes/nossa-senhora-do-monte-claro-jasna-gora-czestochowa

http://ebrael.info/2013/11/16/sub-tuum-praesidium/

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Os pequenos sacrifícios

Narra Sainte-Beuve a história de uma antiga abadessa muito dedicada à vida religiosa que, afastada de seu cargo, não pôde decidir-se a deixar a chave e um jardinzinho, no qual seus privilégios anteriores lhe davam direito de entrar.

É muito fácil guardar a chave de um jardim, mas custa tanto, às vezes, desfazer-se dela!

Parecemo-nos àquele menino que tem o armário cheio de brinquedos e, convidado a dar alguns aos pobrezinhos, acha que os brinquedos que lhe pedem são precisamente aqueles a que está mais apegado; ou àquele outro a quem a mãe ensina as orações e, chegando a esta passagem: 

“Meu Deus, dou-vos tudo o que possuo”, para e acrescenta em voz baixa: “exceto o meu coelhinho”.

Os grandes sacrifícios fazemo-los facilmente – com uma facilidade, já se vê, relativa – mas os pequenos, esses custam-nos enormemente.

Paulina Reinolds nota, aos vinte e três anos, por ocasião de um retiro mensal, estas palavras escritas no reverso de uma estampa: “Se queres ser perfeita, não tenhas o coração apegado a nada: dá todo o teu amor a Jesus Cristo”.

Autor: (P.P.) – Lendas do Céu e da Terra
Foto do filme "Jardim Secreto"

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Os passos da penitência

Um santo anacoreta vivia em região árida e deserta, onde não existia outro habitante. Ficava-lhe a cabana no cimo de um outeiro, entre pedras e cascalhos. Todos os dias o solitário religioso descia do seu refúgio para ir buscar água numa fonte que ocultava o seu murmúrio entre as ensombrantes folhagens de um bosque. A caminhada era longa e fatigante.

O anacoreta pensou: “Que necessidade tenho eu de sofrer todos os dias essa penitência? Mais simples será que eu venha morar ao pé da linfa”.

E assim fez. Abandonando o seu outeiro pedregoso e desprotegido, passou a viver na suave quietude de uma alameda convizinha da sussurrante fonte.

Na primeira noite, porém, em que descansava no seu novo tugúrio, teve o seu sono agitado por estranho sonho.

Sonhou que ao atravessar um bosque encontrara um anjo que chorava.

- Por que choras? - perguntou-lhe.

- Sou um cervo do Senhor! – respondeu o anjo. – Encarregou-me Deus de contar, todos os dias, os passos de tua penitência quando descias da cabana e vinhas à fonte. Pela grandeza de teu sacrifício seria avaliada a tua recompensa. Agora nada mais me resta a fazer.

E, proferidas tais palavras, o anjo desapareceu.

Ao despertar, meditou o anacoreta sobre o sonho que o havia assaltado e reconheceu a verdade contida nas palavras do choroso servo de Deus.

Transportou novamente a sua cela para o primitivo sítio e jamais lamentou o sacrifício que fazia quando, por íngreme ladeira, descia em busca de refrigério.

Bem sabia o santo que os passos de sua penitência diária, contava-os Deus para que a canseira do corpo lhe garantisse, na vida eterna, a serenidade da alma.

Sobre as três portas principais da célebre Catedral de Milão há três inscrições. Por cima da primeira porta está esculpida uma grinalda de rosas com esta legenda:

“Tudo que dá prazer, dura um só momento”.

Em cima da outra acham-se uma cruz e este dístico:

“Tudo o que nos aflige é momentâneo”.

A grande porta central ostenta, porém, num escudo de ouro, esta epígrafe:

“Somente o que é eterno tem importância”.

Autor: Malba Tahan – Lendas do Céu e da Terra
Foto da internet.

domingo, 2 de agosto de 2015

O Colar do Rei

Conta-nos uma lenda árabe ter vivido outrora, na Pérsia, um rei famoso que possuía um colar extraordinariamente rico. Era a jóia mais preciosa que no Oriente aparecera até então.

Durante uma reunião, no palácio, quando se achavam presentes os homens de mais prestígio do país, o rei dirigiu-se a um dos fidalgos e disse-lhe:

- É teu este colar. Aceita-o?

O nobre sorriu e, julgando que o rei estivesse a gracejar, não estendeu a mão para receber o cintilante adereço.

Fez o rei idêntico oferecimento a vários outros cortesãos que, também, não confiaram nas palavras do soberano e recusaram a oferta.

Vendo o rei que os nobres não o atendiam, dirigiu-se a um modesto funcionário que ali se achava e ofereceu-lhe a jóia. O homem recebeu-a e agradeceu ao rei o valioso presente. Passava ele a ser o mais rico do país.

Também Jesus, Reis dos Reis, ofereceu aos pecadores o precioso colar da Salvação. Muitos, porém, que não confiam e não crêem na palavra de Deus, não aceitam a oferta e deixam-se ficar no erro e no pecado.

Não escolhemos o nosso caminho, Deus é que o traça; nem nossas cruzes. Deus talha-se do lenho que quer e á nossa medida; mas o que Ele nos dá é o socorro necessário para que não faltemos às obrigações que Ele nos impõe.

Ó compassivo e misericordioso Deus, que sempre estás pronto a ouvir as orações daqueles que põem a sua confiança em Ti; atende graciosamente aos que Te invocam, e concede-nos auxílio em nossa necessidade: por Jesus Cristo, Nosso Senhor, amém.

Autor: (D.) – Lendas do Céu e da Terra
Foto da Internet: Tosão de Ouro - Colar de honra conferido antigamente pelos Reis da Áustria.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A força de Haydn

Em Viena se celebrou uma reunião a qual assistiu também o músico Haydn, já ancião. Um dos convidados perguntou ao músico qual era seu segredo para poder seguir trabalhando nessa idade, depois de uma vida tão laboriosa como teve.

- Uso um meio infalível – disse Haydn – e quando me sinto fatigado, me devolve o vigor. Queria ver se algum dos presentes acerta qual é!

Uns disseram que era o bom vinho; outros o uso prudente dos banhos; outros a alegria que produz uma boa companhia; porém ninguém acertava. E ele lhes disse:

- Em minha casa tenho um pequeno Oratório, e quando me sinto abatido, me refúgio ali, me ponho ante o crucifixo e rezo, e sempre depois da oração, me sinto ágil para voltar ao trabalho.

Fonte: AASCJ

Fonte: Ordem dos Cavaleiros de Santa Maria Imaculada

terça-feira, 14 de julho de 2015

O Cântaro milagroso

Em Lar, na Pérsia, vivia outrora um pescador muito indolente.

Certo dia, quando dormia, como de costume, à sombra de uma árvore junto ao rio, assaltou-o um sonho que muito o impressionou.

Sonhou que encontrara,  no fundo do qual descobriu, com surpresa, uma moeda de ouro.

Sandeji – assim se chamava o pescador – mergulhou a mão e arrancou do fundo do cântaro o precioso achado. Qual não foi, porém, o seu espanto, quando, ao repetir a operação, encontrou nova moeda igual à primeira.

Era milagroso o cântaro!

Debaixo de cada moeda que o pescador tirava, outra logo, nova e rutilante, lhe vinha ao alcance da mão.

Ao acordar resolveu consultar um velho sacerdote que morava a dois passos e era perito em decifrar sonhos e visões.

Que significação teria aquele sonho original do cântaro milagroso?

Como explicar o estranho caso da moeda que ressurgia sempre, oferecendo-se à cobiça dos seus olhos e dos seus dedos?

- É fácil desvendar-se o mistério – respondeu o sacerdote. – Vai ao rio, atira a rede várias vezes e saberás, então, a significação do sonho!

Encheu-se o pescador de ânimo e foi ao rio.

Viu vários peixes que nadavam na corrente. Lançou, rápido, a rede e apanhou alguns.

Novos peixes surgiram no seio profundo das águas e o pescador teve a felicidade de os recolher.

Assim, trabalhando ativamente, conseguiu fazer ,  naquele dia, pesca mais abundante do que a de um mês inteiro.

Um rico mercador que passava com seus ajudantes, corretores e escravos, ao ver os cestos do bom Sandeji repletos de lindos peixes , comprou-os todos por boa quantia.

Só então o pescador compreendeu a significação do sonho e o verdadeiro sentido das palavras do velho sacerdote.

O cântaro milagroso era, afinal, o rio de cujo seio tirava ele os peixes que se transformavam, a seguir, nas ambicionadas moedas de ouro.

Reparai bem, meninos da minha terra! Reparai bem! O trabalho honesto e bem orientado é um cântaro milagroso no fundo do qual brilham sempre mil moedas de ouro para o homem inteligente e ativo que as quiser ir buscar.

Autor: Malba Tahan

Foto: Pintura de Robert Duncan.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O indulto do rei

Durante o reinado de Carlos I, vários homens, envolvidos numa conjuração, foram levados à presença de um juiz.

Ao ser iniciado o julgamento, notou-se que os réus, temerosos da sentença, mostravam-se agitados e apreensivos, exceto um jovem escocês que se mantinha em surpreendente tranqüilidade. Sorria ao atentar no teor dos companheiros e fitava o juiz com seus olhos serenos e felizes.

Ao chegar a sua vez, o juiz chamou-o. Ergueu-se o moço, sem sombra de receio, e apresentou ao magistrado um papel que trazia sob o gibão. Era uma ordem régia que o indultava.

-Vá em paz, meu amigo – disse-lhe o juiz. – Está livre.

Eis a razão por que o escocês se mostrava tão sereno ao passo que o terror dominava os companheiros. Ele era o único que trazia o perdão do rei.

Tu, também, amigo, se és pecador, procura o indulto de Jesus, Rei dos Reis. E, então, poderás sorrir confiantemente diante de todas as ameaças da vida.

Fonte: Lendas do Céu e da Terra

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Governantes e Poderosos, tenhais temor de Deus

"Temos o dever de levantar Nossa voz, de relembrar as grandes verdades da Fé, não somente aos humildes, mas também aos poderosos, aos felizes deste mundo, aos chefes dos povos, aos que são admitidos aos conselhos de governo dos Estados. E de propor a todos as certíssimas sentenças, cuja verdade a história confirmou com caracteres de sangue, como estas: 'O pecado faz a infelicidade dos povos (Prov. 14, 34). 'Os poderosos serão poderosamente atormentados’ (Sap. 6, 7). E também a que está no Salmo 2: 'E agora, ó Reis, compreendei; cientificai-vos, juízes da terra. .... Submetei-vos à lei do Senhor, temerosos de que Ele Se ire, e venhais a perecer fora do caminho da justiça. ”

"Essas ameaças fazem esperar as mais duras conseqüências visto que campeia a iniqüidade pública e que a falta principal dos governantes e dos povos consiste na exclusão de Deus e na rejeição da Igreja de Cristo. Desta dupla apostasia decorre a subversão de todas as coisas e a multidão quase infinita de misérias para os indivíduos e as sociedades"

(Encíclica Communium Rerum, de 21 de abril de 1909).
Papa São Pio X

Fonte: Blog O Combate http://ograndecombate.blogspot.com.br/

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O pai do primeiro Arcebispo de São Paulo e o chale europeu

Ler fatos sobre São Paulo antigo é muito gratificante. Muitos casos interessantes encontramos nos relacionamentos sociais de uma época de se foi - infelizmente. Pergunto-me se algum dia a doçura de viver voltará no trato social. Na busca por literatura do gênero, encontrei um livro muito interessante: a vida de Dom Duarte Leopoldo e Silva – 1º Arcebispo de São Paulo (Edições Catanduva – ano de 1967 – Monsenhor Victor Rodrigues de Assis).

Vejamos um fato pitoresco da vida do pai de Dom Duarte Leopoldo e Silva.

Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro dos 10 filhos que tiveram o casal Bernardo Leopoldo e Silva e Da. Ana Rosa Marcondes Leopoldo e Silva, nasceu na então pequena, mas histórica cidade de Taubaté, a 4 de abril de 1867.

Seu pai era português, muito honrado, tinha conhecimentos suficientes para ser bom chefe de família.

Veio para o Brasil, mocinho ainda, e exercia a profissão de alfaiate. Qual a profissão que em Portugal ocupavam os pais do Sr. Bernardo não é fácil saber. Não estiveram, porém, alheios aos acontecimentos do Brasil, na época da independência, no ano de 1.822. Era o Sr. Bernardo filho de inglês, pois seu avô paterno, sendo partidário do Príncipe D. Miguel de Bragança, quando este fugiu para a Inglaterra, acompanharam-no muitos dos seus fiéis vassalos. Na Inglaterra nasceu, pois o pai do Sr. Bernardo que se chamava Duarte.

Não se sabe a data em que chegou ao Brasil o Sr. Bernardo; parece que chegou bem mocinho fixando residência em Taubaté. Já pela honradez de seu caráter, já pela sua perícia profissional, nunca lhe faltaram encomendas das pessoas principais da localidade. Casara-se com D. Ana Rosa Marcondes, natural de Pindamonhangaba.

Posteriormente, o Sr. Bernardo estabeleceu-se com uma casa comercial em Taubaté mesmo. Esta casa, para satisfazer às circunstâncias do tempo e do ambiente deveria ter artigos de loja e de empório; o Sr. Arcebispo aludia, muitas vezes as "bolachas de bordo" e aos artigos femininos usados pelas senhoras e que seu pai vendia. Para frisar bem o caráter de seu progenitor, incapaz de uma deslealdade, contava S. Excia, o seguinte fato:

"As senhoras da época tinham como traje de gala certos chales europeus". O Sr. Bernardo, atendendo pedidos, encomendou tais chales na Europa. Chegando os artigos, mandou um fino chale à sua freguesa. Mas, a dama julgou-se ofendida com a apresentação da encomenda, ou pelo desalinho do volume, ou por capricho feminino, devolvendo-a ao Sr. Bernardo com enorme reprimenda, pois, "aquilo não era chale que lhe enviasse, mas sim para uma criada". Embaraçado o honesto negociante, percebeu todo o tamanho da vaidade feminina e quis dar-lhe boa lição. Mandou pedir desculpas à ilustre freguesa, afirmando-lhe que já lhe fizera nova encomenda, esperando, agora, ser-lhe em tudo agradável. Passados tempos, o Sr. Bernardo tomou um daqueles mesmos chales, envolveu-os em alguns papéis de seda; colocando-o em apresentável caixa de papelão, e no preço marcou uma cifra três vezes mais caro do que na primeira vez e o enviou à vaidosa senhora. Inútil é dizer que a vaidosa senhora julgou-se muito honrada com tal chale, que sem a caixa; sem os papéis de seda; com o preço três vezes inferior, só serviria para uma criada... E acrescentava o Sr. Arcebispo: e o velho dava boas risadas ao contar isto, confessando que tal não faria uma segunda vez, por saber que isto não era justo.”

(Obra citada, páginas 15 e 16)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Pelos caminhos de Anchieta

Muitas pessoas fazem peregrinações para vários lugares santos. E quantos lugares santos há neste mundo! Para cada lugar uma história, um relato sobre o trajeto, os lugares que passaram pelo caminho e acima de tudo as graças alcançadas.

Porém, confesso que é a primeira vez que ouço falar sobre a peregrinação de São José de Anchieta. Refazer os caminhos percorridos por este grande santo no Brasil é algo inenarrável, especialmente se as pessoas conhecerem a história e os fatos de cada região.

Soube disso ao ler a Revista Família Cristã, edição 944 – Agosto de 2014, num artigo com o título: “Um passo de cada vez”.

Transcrevo partes do artigo:

Os Passos de Anchieta é o trajeto da trilha que padre José de Anchieta percorria nos seus deslocamentos da Vila de Rerigtiba à Vila de Nossa Senhora da Vitória

Os primeiros raios de sol ainda tímidos e suaves, na manhã de quinta-feira, 19 de junho de 2014, festa de Corpus Christi, anunciavam o início da 17ª Caminhada Oficial de Anchieta.

Em frente à Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Vitória, em Vitória (ES), os andarilhos aos poucos se achegam para dar início ao caminho. Participam da missa, em seguida do aquecimento físico e, assim, se colocam para percorrer 100 quilômetros a pé em quatro dias.

Segundo a Associação Brasileira dos Amigos dos Passos de Anchieta (Abapa), entidade que implementa, mantém e realiza a trilha Os Passos de Anchieta, esse é o primeiro roteiro cristão das Américas, e visa resgatar o caminho percorrido pelo Apóstolo do Brasil nos seus últimos anos de vida.

Padre José de Anchieta deslocava-se a cada 15 dias, saindo da Vila Rerigtiba, hoje Anchieta, até a principal vila da província do Espírito Santo, Vila de Nossa Senhora da Vitória, para cuidar do Colégio São Tiago, atualmente sede do governo estadual, denominado Palácio Anchieta, na capital capixaba.

No século 16, o Espírito Santo era uma terra coberta por uma densa floresta emoldurada pelas belíssimas praias no litoral do Oceano Atlântico e habitada pelos povos indígenas do tronco tupi: os Temiminó e Tupiniquim, Gê ou Tapuia. Nesse cenário, José de Anchieta, nascido em La Laguna de Tenerife, Ilhas Canárias (Espanha), em 19 de março de 1534, e que, aos 14 anos foi mandado pelo pai para estudar em Coimbra (Portugal), na Companhia de Jesus, os Jesuítas, e enviado ao Brasil em 1553, caminhou diversas vezes na companhia dos indígenas até os últimos dias de sua vida, em 9 de julho de 1597.

Anchieta, o andarilho do Brasil, percorria o trajeto habitualmente a pé, visto que o seu problema na coluna, devido à tuberculose óssea, o impedia de montar. O diretor-presidente e fundador da Abapa, Carlos Magno Queiroz, Lilico, conta que, segundo cronistas da época, Anchieta, nas suas andanças, se adiantava nos passos mesmo aos mais vigorosos guerreiros índios e que, por isso, o chamavam de abará-bebe, que significa “padre voador”, e caraibebe, “homem de asas”. Ele percorria o trajeto em três dias.

Hoje, ao percorrer a trilha que desvela deslumbrantes cenários, e mantém sua beleza mesmo não ostentando o aspecto original no tempo de Anchieta, avistam-se aspectos ecológicos, históricos, culturais e religiosos, ao longo de toda a orla que se estende de Vitória a Anchieta.

[...]

No primeiro dia, como Vitória é uma ilha, para chegar a Vila Velha e iniciar Os Passos de Anchieta faz-se o trajeto em ônibus fretado até o Convento da Penha, marco da colonização do estado e de onde os peregrinos principiam com a meta de chegar ao Santuário Nacional de Anchieta, em Anchieta.

Sempre pelo litoral a rota segue pelas praias urbanas de Vila Velha: Praia da Costa, Itapoã e Itaparica, com inúmeros quiosques que contrastam com os modernos edifícios da orla até chegar ao destino final do dia, à Barra do Jucu, em Vila Velha. Foram 25 quilômetros de caminhada. Ao chegarem, os andarilhos são recepcionados com [...] muita fruta, água abundante, [...]. Para passar a noite fica a critério de cada andarilho, que reserva com antecedência as pousadas ou leva barracas. Há uma praça onde podem ser armadas.

No segundo dia, a equipe acordou animada e disposta a prosseguir a pé acompanhando os 3.500 andarilhos. Chovia muito, mas nada que uma capa de chuva não resolvesse. Se no primeiro dia o percurso é urbano, no segundo as praias são mais desertas.

Saindo da Barra do Jucu, passa-se pela Praia de Ponta da Fruta, para logo depois entrar na área de restinga, protegida pelo Parque Estadual Paulo César Vinha. As praias seguintes convidam à reflexão interior e contemplação da natureza. Chovia muito. Entre lama e areia, os passos ficavam mais lentos, não dava para levantar o olhar, pois a chuva vinha de encontro com o rosto e impedia a visibilidade. [...]. Nesse dia, o som das ondas do mar impulsionava o caminhar e a chuva fria, que envolvia por todos os lados e chamava a um andar consigo. Nesse dia, os peregrinos eram silêncio.

Apesar de a motivação de que o trecho é considerado um dos mais bonitos, ele é também o mais cansativo, pois praticamente todo o percurso se dá na areia movediça e, nesse dia, sob a contínua chuva. Chegou um momento em que a equipe cansou, e as energias pareciam sucumbir. Aí veio a pergunta: “Faltam quantos quilômetros?”. Uma andarilha, já experiente, respondeu: “Faltam em torno de 9 quilômetros”. A equipe se entreolhou: “Falta pouco, não é? Somente 9!”. Uma energia brotou e, à medida que se aproximava, a equipe sentia o físico ser injetado por sensações indescritíveis de energia, e os 28 quilômetros foram vencidos com folga até a Praia Setiba, em Guarapari. Mas o dia seguinte, o terceiro, era uma incógnita.

O dia amanheceu e, para a surpresa, a equipe estava superdisposta. Apesar dos percalços do dia anterior, os andarilhos foram recompensados: o sol colaborou. E a natureza? Essa revelou as enseadas delineadas caprichosamente com detalhes em pedras e ondas pacatas que pareciam preguiçosas num manso vaivém.

Guarapari é uma cidade fundada por São José de Anchieta. A caminhada nesse dia fluiu, 24 quilômetros percorridos sem perceber. E Meaípe, uma charmosa enseada, foi o ponto de parada do roteiro do terceiro dia. As pernas já doíam um pouco. No pensamento: “Amanhã, o último dia, tudo indica que não aguentaremos”. A ordem foi se recolher logo cedo e guardar forças para encarar a última etapa da caminhada.

Quarto dia, última etapa. A apenas 23 quilômetros estava o tão almejado destino, mas a pé lá em torno de sete horas de caminhada para essa inexperiente equipe. Mas a animação e a disposição dos mais de 3.500 andarilhos arrastavam. Esse, de fato, foi resumo dos dias anteriores, pois se alternam trechos de praias desertas, rodovias e estradas de terra. A essa altura do caminho a chuva voltou a ser companheira.

Chegamos a Ubu, uma pequena vila à beira de uma extensa praia de águas já agitadas devido a chuva. O lugar recebeu este nome quando Anchieta ali passou pela última vez. Narra a história que, carregado por uma multidão de cerca de 3 mil índios que o levavam para realizar seu velório em Vitória, seu esquife tombou, e os índios exclamaram Aba Ubu, “o padre caiu”. [...]