Mas porque Almas Castelos? Eu conheci algumas. São pessoas cujas almas se parecem com um castelo. São fortes e combativas, contendo no seu interior inúmeras salas, cada qual com sua particularidade e sua maravilha. Conversar, ouvir uma história... é como passear pelas salas de sua alma, de seu castelo. Cada sala uma história, cada conversa uma sala. São pessoas de fé flamejante que, por sua palavra, levam ao próximo: fé, esperança e caridade. São verdadeiras fortalezas como os muros de um Castelo contra a crise moral e as tendências desordenadas do mundo moderno. Quando encontramos essas pessoas, percebemos que conhecer sua alma, seu interior, é o mesmo que visitar um castelo com suas inúmeras salas. São pessoas que voam para a região mais alta do pensamento e se elevam como uma águia, admirando os horizontes e o sol... Vivem na grandeza das montanhas rochosas onde os ventos são para os heróis... Eu conheci algumas dessas águias do pensamento. Foram meus professores e mestres, meus avós e sobretudo meus Pais que enriqueceram minha juventude e me deram a devida formação Católica Apostolica Romana através das mais belas histórias.

A arte de contar histórias está sumindo, infelizmente.

O contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas.

As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. Contar histórias: Une as famílias, anima uma conversa, torna a aula agradável, reata as conversas entre pais e filhos, dá sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra conferências... Pense nisso.

Há sempre uma história para qualquer ocasião.

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15)

Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas. Peço a Nossa Senhora que recompense ao cêntuplo, todas as pessoas que visitarem este Blog e de alguma forma me ajudarem a divulga-lo. Convido você a ser um seguidor. Autorizo a copiar todas as matérias publicadas neste blog, mas peço a gentileza de mencionarem a fonte de onde originalmente foi extraída. Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.
Agradeço todos os Sêlos, Prêmios e Reconhecimentos que o Blog Almas Castelos recebeu. Todos eles dou para Nossa Senhora, sem a qual o Almas Castelos não existiria. Por uma questão de estética os mesmos foram colocados na barra lateral direita do Blog. Obrigado. Que a Santa Mãe de Deus abençoe a todos.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Simpatia

A simpatia é a mais sábia descobridora de amigos bons. É a chave que nos abre o escrínio das almas. Possuir este maravilhoso dom é encontrar oportunidades raras. A simpatia palmilha lugares santos, onde os pés não ousariam; abre sendas de consolo e compartilha das alegrias que afloram aos lábios e das tristezas que se escondem no fundo das almas.

A simpatia fez de Jesus um caçador de homens e eles acharam nesta suprema graça, que se evolava do coração do Mestre, o mestre gozo da vida.

A simpatia, irmã gêmea do otimismo, vê o possível no impossível, o verossímil do inverossímil e um véu de amabilidades sobre o disforme; tira das ruínas a sua primitiva beleza; vê grandiosidade nas coisas comuns. Descobre, ainda, gemas raras nas pedras brutas. Vê inédita estatuária no mármore frio. Ouve sua música no órgão silencioso.

Acertadamente escreveu um dos nossos poetas: “Simpatia é quase amor!” É a precursora do amor, a profetiza que lhe aponta as veredas.

Tão nobre sentimento fará de ti um conquistador de almas. Uma voz mansa tem mais poder que a força bruta das alavancas. Cultiva esta virtude ingente que dulcifica a significação da vida e põe o mundo ao seu alcance!

Fonte: desconhecida

quinta-feira, 23 de julho de 2020

O cavalinho de galho de árvore


Certa tarde, um homem saiu para um passeio com as duas filhas, uma de oito e a outra de quatro anos. Em determinado momento da caminhada, a mais nova, pediu ao pai que a carregasse, pois estava muito cansada para continuar andando.

O pai respondeu que também estava muito cansado. Diante da resposta, a garotinha começou a choramingar e fazer “corpo mole”.

Sem dizer uma só palavra, o pai olhou em volta e viu uma árvore com ramos compridos. Cortou um pequeno galho de árvore e o entregou a filha menor dizendo:

– Olhe aqui um cavalinho para você montar, filha! Ele irá ajudá-la a seguir em frente.

A menina parou de chorar observou o belo galho de árvore, e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros.

Ficou tão encantada com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-la parar de galopar. A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender a atitude de Débora. O pai respondeu:

– Assim é a vida, minha filha. Às vezes, estamos física e mentalmente cansados, certos de que é impossível continuar. Mas encontramos então um “cavalinho” qualquer que nos dá ânimo outra vez.

Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma canção… Assim, quando você se sentir cansado ou desanimado, nunca se deixe levar pela preguiça ou o desânimo. Lembre-se: sempre haverá um “cavalinho” para cada momento.

Autor desconhecido
Foto da internet

sexta-feira, 17 de julho de 2020

O Piloto é Deus

Muitos amigos e amigas que me acompanham há anos nesse apostolado, têm perguntado o porque as postagens pararam e o que tinha acontecido comigo. Respodo a todos aqui. Apareceram vários problemas que tive que resolver, nesse período me pareceu que eu estava num aviao enfrentando séria turbulência. Mas aprendi que precisa ter a fé e a simplicidade de uma criança para vencer os obstáculos. Por isso conto hoje essa linda história de fé:

O PILOTO É DEUS


Uma criança estava sozinha no aeroporto à espera do seu voo.

Após esperar um tempo foi colocada na fila de embarque.

Quando o avião decolou a criança começou a colorir um desenho.

Os passageiros se admiravam ao ver a tranquilidade daquela criança mesmo estando só.

De repente, o avião entra em turbulência e todos os passageiros ficam desesperados, com medo.

Mas a criança continuava tranquila em sua poltrona colorindo seu desenho.

Quando a turbulência passou, uma passageira que estava ao lado da criança perguntou:

- Você não ficou com medo da turbulência?

A criança, sorrindo, respondeu:

- Não. Meu pai é o piloto!

Ao enfrentar as “turbulências” da vida, é bom se lembrar que DEUS é o “Piloto”.
Reconheça quem está na direção da sua vida.
Então poderá definir se é preciso ter medo ou se sentir seguro.

Fonte da foto: Aeroporto internacional de Cumbica/Guarulhos
Fonte da história: desconheço o autor

terça-feira, 16 de junho de 2020

A lição do silêncio


Um fazendeiro descobriu que tinha perdido o relógio no celeiro, muito valioso e de grande valor sentimental.

Após extensa procura em vão, ele recorreu à ajuda de um grupo de crianças e prometeu uma valiosa recompensa para quem encontrasse o seu relógio.

Quando o fazendeiro estava prestes a desistir, um menino lhe pediu uma chance para tentar, já que todos os outros não conseguiram.

Por que não? Seria uma tentativa a mais.

Então, o fazendeiro autorizou o menino a entrar no celeiro.

Depois de um tempo, o menino saiu com o relógio em sua mão!!!

Todos ficaram espantados. Então o fazendeiro perguntou:

- "Como conseguiu encontrar?"

O menino respondeu:

- "Eu não fiz nada a não ser ficar sentado no chão. No silêncio, eu escutei o tique-taque do relógio e apenas olhei para a direção certa."

Uma mente em paz pode pensar melhor do que uma mente confusa.

Dê alguns minutos de silêncio à sua mente todos os dias, pois assim você ouvirá a voz de Deus que te conduzirá na direção certa e lhe ajudará a definir a sua vida!

Que nós possamos silenciar, porque só no silêncio, podemos ouvir a voz de DEUS ...

COMENTÁRIO: Sei que fiquei longa data sem postar nada. Passei por vários problemas. Espero re-começar a postar histórias novamente. Quando se para, a gente acaba perdendo muitos dos que acompanhavam o blog constantemente. Mas o autor deste Blog confia em Deus e pede sempre para que estas histórias chegem para as pessoas certas, para que possa fazer algum bem. Desta vida somente o bem que se faz, conta. Peço as orações de todos, e como sempre rezo por todos tambem.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

O Papa que deixou de existir


Na vida de Santo Padre Pio de Pietrelcina há este belo e interessante episódio:

Para uma mulher que foi ao seu confessionário, o padre Pio disse:

- Feche os olhos e me diga o que vê.

A senhora obedeceu, fechou os olhos e disse:

- Vejo uma praça enorme com muita gente. Entre as pessoas, vejo uma procissão que se move solenemente. Vejo no tribunal muitos padres, bispos e cardeais: todos precedem um Papa que está assumindo no trono. Sim, vejo precisamente um Papa no trono (era a cadeira gestacional) e uma grande multidão que aclama esse Papa, muito bonita... Mas o que tudo isso significa?

O padre Pio respondeu:

- A criança que você matou no seu ventre com o aborto, nos desígnios de Deus, devia se tornar esse Papa.

A pobre mulher gritou e desmaiou ao lado do confessionário.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Mais um aniversário do Blog, um pedido de perdão

Já se passaram tantos anos. Lembro-me com alegria das primeiras postagens, dos primeiros amigos que me apoiaram, dos católicos que reuni aqui. De tudo isso, agradeço ao Bom Jesus e sua Santíssima Mãe. Agradeço a todos que me ajudaram com as visitas ao meu Blog e espero ter contribuído para ajudar, converter ou ao menos entreter quem passou por aqui.

Mas hoje, completando 9 anos de existência, lembro também com tristeza, quanto sofri também, e como desse sofrimento terrível surgiu o Blog Almas Castelos. Só Deus o sabe. Mas do sofrimento e da penitência brotam bons frutos.

Então, o que pedir depois desses 9 anos de existência? Devo pedir perdão por todas as pessoas que me perseguiram e me maltrataram. Devo pedir perdão por todas as pessoas que me fizeram sofrer. Devo pedir perdão por todos aqueles que eu quis ajudar, mas me atiraram as pedras do desprezo e da incompreensão. Devo pedir perdão por todos os que me criticaram e me xingaram por eu estar contando histórias de Deus. Essas pessoas existem, por incrível que possa parecer.  Devo pedir perdão por todas essas pessoas e especialmente por mim e pelos meus pecados, para que Deus me perdoe e me faça ser cada vez mais fiel no cumprimento de minha obrigação de contar histórias e fazer apostolado. Perdão, meu Deus. Rogai por todos nós Santa Mãe de Deus.

Coincidentemente, foi pensando em todas essas coisas que, inesperadamente, uma mensagem chega através do meu e-mail sobre “perdão”. Coincidência? É uma história. Gostei tanto que não resisti em postar nesta ocasião. O autor da história é desconhecido, mas a fonte da História é do ótimo Blog Aletéia. Passo a narra-la.

O PERDÃO DO SENHOR JESUS CRISTO

Na igreja do povoado espanhol de Furelos é venerado um Crucifixo que tem o braço direito desprendido da cruz e abaixado.

Conta-se que, aos pés de um grande crucifixo junto ao confessionário dessa Igreja, um pecador confessou certa vez os seus pecados e o padre hesitou em absolvê-lo, porque o pobre homem recaía sempre nas mesmas faltas. O sacerdote lhe administrou o perdão de Cristo, mas repetiu:

— Procura não mais recair.

O penitente prometeu. Mas era fraco – e recaiu. Tornou então ao sacerdote, que o acolheu desta vez com severidade:

— Desta vez não te absolvo!

O penitente replicou:

— Quando eu prometi, fui sincero. Mas também sou fraco. Padre, dê-me a absolvição!

E novamente o confessor o perdoou, mas reforçou com ênfase:

— É a última vez!

Algum tempo depois, o penitente voltou. O sacerdote foi áspero:

— Você recai sempre! O seu propósito não é sincero.

O penitente respondeu:

— É verdade, padre, que eu recaio sempre, porque sou fraco, porque sou doente. Mas o meu arrependimento é sincero!

O padre, porém, não recuou:

— Não. Não há perdão para você.

Do Crucifixo, no entanto, sentiu-se um pranto. O Cristo Crucificado desprendeu a mão direita da cruz e, levantando-a, traçou sobre a cabeça daquele pecador o sinal da absolvição. Ao mesmo tempo uma voz dirigida ao sacerdote foi ouvida:

— Tu não derramaste o teu sangue por ele!

COMENTÁRIO: Realmente é necessário o arrependimento sincero e a promessa de não mais cometer o pecado para que a confissão seja válida. Justiça e Misericórdia, são o equilíbrio. Quando o arrependimento é sincero Deus, que conhece nossos corações, nos dará graças especiais para não mais pecar. As nossas fraquezas nos as combatemos com as orações. Se não rezarmos, como poderemos querer melhorar? A oração é o remédio mais seguro para o fortalecimento da nossa alma.

Havendo arrependimento sincero e a promessa de não pecar mais, o padre pode dar-nos a absolvição de nossos pecados.

"Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18. 21,22).

Fonte: https://pt.aleteia.org/2017/11/01/quando-o-braco-de-cristo-se-soltou-de-um-crucifixo-para-absolver-um-pecador/

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Crime de amor

Ele estava caminhando, sorridente, despreocupado e pam! Cai duro, morto. Ataque fulminante.

Familiares e amigos choram, mas Deus é quem faz a Justiça: ou irá para o Céu ou para o inferno eterno. Nós aqui na Terra, estamos presos uns aos outros, por laços afetivos de parentescos ou amizade e perder um ente querido nos causa dor. 

Porém Deus ama as pessoas menos do que nós? Claro que não. Deus ama o ser humano infinitamente mais do que nós, porém sendo infinitamente Justo, dá ao homem inúmeras oportunidades de salvação, mas este, pelo livre arbítrio, muitas vezes despreza as graças recebidas e escolhe o mau caminho. Por sua livre opção, por ter o livre arbítrio, o homem pode escolher amar a Deus ou odiá-lo. E não é raro a escolha de odiar a Deus.

O laço que une Deus aos homens, não é um laço sentimental ou romântico, mas um laço de Justiça, de Criador para criatura. Deus nos deu os dez mandamentos para seguirmos e os meios da salvação. Deus nos ama mais do que todos, e quer nos dar a vida eterna. Mas para os homens aqui na Terra, viver bem é beber, comer e gozar a vida... Triste pensamento esse. Deus quer que lutemos contra nossas más inclinações e trilhemos nos caminhos da Virtude. Porém nem todos aceitam a salvação. O caminho do mal é mais “gostoso” do que o do bem. As pessoas não fazem o menor esforço para ser bons, apenas o suficiente para viver em sociedade e plenamente nos deleites da vida.

Você já foi a um tribunal? Viu alguém ser julgado? Condenado ou absolvido, este é o julgamento da Terra. Mas como será o Julgamento de Deus? Já ouviu falar em crime de amor?

A morte é como um fechar e abrir dos olhos, pois se fecham os olhos para o mundo e imediatamente se abrem e se encontra Deus face-a-face... Aí é que a gente vê Deus puríssimo, em sua alvura brilhante e nós vemos nossa sujeira e podridão. A vontade que dá seria a de fugir dos Olhos puríssimos de Deus e nos esconder por vergonha de nossos pecados. Mas não é isso que acontece. Os bons, verão seus pecados, mas contritos, esperam no Senhor sua salvação. Os maus, que jamais se arrependeram nesta Terra, sabem que estão irremediavelmente condenados, pois sua sujeira jamais se apagará. Não se arrependeram enquanto tinham tempo aqui e continuaram sua vida de pecados.

O que é crime de amor? Vejamos a explicação no livro “Meditações para todos os dias do ano”, de M. Hamon, traduzido do francês pelo Padre Francisco Luiz de Seabra, com aprovação eclesiástica – edição de 1940, páginas 20 e 21:

Porque amar a Deus?
É porque não o amar é um TRÍPLICE CRIME:

CRIME DE MENOS PREÇO, pois que Deus e as suas perfeições merecem infinitamente mais todo nosso amor que todas as criaturas juntas.

CRIME DE INJUSTIÇA, pois que o homem, não podendo viver sem amar e amando as criaturas, já não ama o seu Criador, prefere por isso mesmo o finito ao infinito, o nada ao tudo, a pouca bondade e beleza que há na criatura à bondade e beleza infinitas que há em Deus, o que é sumamente injusto.

CRIME DE INGRATIDÃO, porque temos recebido tudo de Deus, e nada das criaturas, senão alguns benefícios que Deus lhes permitiu que nos fizessem; porque finalmente, esperamos de Deus uma felicidade eterna e das criaturas o que unicamente diz respeito à vida presente; porque Deus não nos faz senão bem, e as criaturas não nos fazem muitas vezes senão mal.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A aguiazinha desperta


Um caçador canadense descobriu, casualmente, um ninho de águias, construído numa alta rocha nas vizinhanças da choupana a que se abrigava.

Tirando do ninho um filhote ainda implume, levou-o para casa e deixou-o com viver com os filhotes da galinha, esqueceu, por algum tempo, o fero instinto de ave de rapina.

Um dia, quando repousava tranquila á luz do sol, outra águia passou em garboso vôo sobre o terreiro. Estranha agitação dominou a nossa aguiazinha aquintalada; desdobrou as asas, saltitou nas pontas dos pés, e, vibrando agudo grito, voou no encalço da irmã, e em breve não era mais que um ponto negro na curva longínqua do horizonte.

Descobrira a prisioneira que não fora criada para viver nas estreitezas de um terreiro, senão para guindar-se ás amplidões do céu, para pousar nas rochas ínvias e agasalhar-se nas lapas dos píncaros abruptos, vivendo, enfim, a vida liberta e plena de uma águia, para lá das nuvens, para além das tempestades.

Felicidade suprema quando a criatura ouve o rumor das vozes divinas e sua alma é levada pelas grandiosas realizações da vida: quando sente as chamas do Amor de Deus e os Seus santos apelos e deseja atingir as amplidões da Infinita Verdade!

Peço-Vos, piedosíssimo Deus meu, que me preserveis dos cuidados desta vida, para que neles não me embarace demasiadamente; das muitas necessidades corporais, para que não me torne escravo do pecado; de todos os óbices, que estorvam a alma, para que não sucumba ao peso de tantas angústias.

Autor: D – Lendas do Céu e da Terra

sexta-feira, 8 de junho de 2018

O demônio e o burro


Conta uma história que havia um burro amarrado a uma árvore.
O demônio veio e o soltou.

O burro entrou na horta dos camponeses vizinhos e começou a comer tudo.

A mulher do camponês dono da horta, quando viu aquilo, pegou o rifle e disparou.

O dono do burro ouviu o disparo, saiu, viu o burro morto, ficou enraivecido, também pegou seu rifle e atirou contra a mulher do camponês.

Ao voltar para casa, o camponês encontrou a mulher morta e matou o dono do burro.

Os filhos do dono do burro, ao ver o pai morto, queimaram a fazenda do camponês.

O camponês, em represália, os matou.

Aí perguntaram ao demônio o que ele havia feito e ele respondeu:

– “Não fiz nada, só soltei o burro”.

OBS: O demônio é um anjo, e por isso criatura superior aos homens com inteligência muito superior a nós. Conhecedor do gênero humano, ele consegue por um simples ato desencadear uma série de fatos. Rezemos e sejamos zelosos para não cair nas armadilhas do maligno.

Autor desconhecido.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

O carneiro agradecido


Episódio curioso ocorreu, há vários anos, na cidade de Boston, na América do Norte.

Um rebanho de carneiros era conduzido por uma das ruas centrais da grande cidade. Um dos animais caiu, de repente, no caminho completamente exausto.

Um menino andrajoso, que presenciara aquela cena, compreendeu que o pobre carneirinho fora vencido pela sede, pois com certeza o rebanho já vinha de longe, castigado pelo sol e pelo cansaço. Que fez o jovem? Tirou da cabeça o esfarrapado chapéu de pano escuro, foi depressa enchê-lo de água e deu de beber ao carneiro que, com esse auxílio, logo se reanimou e foi juntar-se ao rebanho.

Um dos espectadores pôs-se a troçar do caridoso menino e perguntou-lhe, maldosamente, se não tinha ouvido o carneiro dizer:

- Obrigado, titio!

Aproximou-se, nesse momento, um cavalheiro, que a tudo vinha observando com maior atenção, e dirigindo-se ao pérfido gracejador disse-lhe:

- O carneiro não agradeceu por um motivo muito simples. Eu estou encarregado de agradecer, por ele, o ato de bondade que praticou este menino!

E, voltando-se para o generoso e tímido adolescente, disse-lhe:

- Chamo-me Eduardo Baer e sou dono de uma casa editora. Os meninos dotados de bons sentimentos devem ser amparados. De hoje em diante ficará sob meus cuidados.

Auxiliado pelo seu rico e generoso protetor, o andrajoso garotinho tornou-se, mais tarde, um médico notável. E até hoje o nome do dr. Carlos Mors é citado como um exemplo de bondade.

Só as pessoas destituídas de bons sentimentos podem ficar alheias aos sofrimentos dos animais.

Autor: (D.) – É o que consta em “Lendas do Céu e da Terra”.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Aprendi a orar com as formigas


Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha com sacrifício.

Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a sua casa.

A folha era muito maior do que a boca do buraco, então, ela entrou sozinha.

Pensei: “Coitada, tanto sacrifício para nada.”

Mas de repente, do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar
a folha em pequenos pedaços.

Em pouco tempo, a grande folha deu lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco.

Imediatamente pensei nas minhas experiências.

“Quantas vezes desanimei diante das dificuldades?”

Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem teria começado a carrega-la.

Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor:

Que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia.

Que me desse a perseverança da formiga, para não desanimar diante das quedas.

Que eu pudesse ter a inteligência dela, para dividir (em pedaços) o fardo que,
às vezes se apresenta grande demais.

Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada,
mesmo que o trajeto tivesse sido solitário.

Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada,
mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.

E agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho, e pelo ensinamento da perseverança.

Fonte da estória: desconhecida.
Fonte da foto: Wikipédia

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A página branca e o ponto preto


Certo professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago.

Todos ficaram assustados.

O professor, como de costume, entregou a prova virada para baixo.

Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta, havia apenas um ponto preto no meio da folha.

O professor, analisando a expressão surpresa de todos, disse:

- Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.

Os alunos confusos começaram a difícil tarefa. Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas... colocou-se em frente à turma e começou a ler as redações em voz alta.

Todas, sem exceção, definiram o ponto preto... tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.

Após ler todas, a sala em silêncio, ele disse:

- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição... ninguém falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto preto. Assim acontece em nossas vidas, temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.

A vida é um presente de DEUS, dado a cada um de nós com extremo carinho e cuidado. O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com as pessoas, todos nós passamos por isso. No entanto Deus jamais nos desampara, sempre nos consola e fortifica. Se observarmos bem, o milagre da vida, o emprego que nos sustenta, um bom amigo que nos aconselha coisas boas... temos motivos de sobra para comemorar.

No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto preto.

Os pontos pretos são mínimos, comparando com tudo aquilo que recebemos diariamente. Mas, são eles que povoam nossa mente... pense nisso: Tire os olhos dos pontos pretos da sua vida, aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá.

Tranquilize-se, tenha fé, reze e seja feliz.

Autor desconhecido. Recebi por e-mail.

sábado, 25 de novembro de 2017

A obra da providência

Um viajante perdido no meio de um deserto estava já quase a morrer de fome e sede quando avistou uma palmeira, á sombra da qual havia uma fonte de água pura e fresca. Junto da palmeira encontrou, também, um pequenino saco de couro.

- Seja Deus louvado! – exclamou o viajante, apoderando-se do seu achado.

- Isto talvez sejam ervilhas, que me impedirão de morrer de fome.

E, assim pensando, abriu sofregamente o saquinho, mas, ao observar-lhe o conteúdo, exclamou desapontado:

- Ah, meu Deus!, são pérolas!

Que triste ironia da sorte! O infeliz sucumbia à fome, não obstante haver achado uma coleção de pérolas que valiam invejável pecúnia!

Sem se deixar, todavia, vencer pelo desespero, o viajante começou a orar com fervor; eis que, de repente, aparece, montando fogoso alazão, um árabe que para ali se dirige nervoso e apressado: era o dono das pérolas.

Contentíssimo por ter encontrado a sua valiosa bolsa, compadeceu-se do viajante e deu-lhe pão e fê-lo montar à garupa e levou-o ao termo da sua viagem, sem que o viajante corresse o risco de se perder pela segunda vez.

- Reparai – disse o árabe – como são admiráveis os meios de que se serve a Providência. Lamentei, como uma grande desgraça, a perda das minhas pérolas. Nada de mais feliz, entretanto, poderia acontecer. Deus assim o quis, para que, sendo eu obrigado a voltar, chegasse a tempo de vos trazer o indispensável socorro.

Por meios, na aparência, bem singelos
Livrai-nos Deus, às vezes, de flagelos.
                          
Fonte: Lendas do Céu e da Terra – autor (D.)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A existência de Deus

Questionavam, certa vez, sobre assuntos religiosos, um árabe e um ateu. Em dado momento o ateu, julgando que poderia confundir e perturbar o seu interlocutor, interrogou-o:

- Como podes crer na existência de Deus, se não o vês?

O filho do deserto respondeu:

- Quando vejo na areia as pegadas de um leão, digo: “Passou por aqui um leão”. Não vejo a fera, mas tenho certeza de sua existência como se a tivesse diante de meus olhos. Do mesmo modo, quando vejo impresso nas criaturas o selo de Deus, não vejo o Criador, mas tão certo estou de sua existência como se o visse. Não é o selo do homem ou do acaso que eu vejo no disco rutilante do sol ou na mais pequena flor da tamareira, mas o selo de uma potência, de uma sabedoria e de uma bondade infinitas, o selo de Deus; e por toda parte o vejo como vejo a minha imagem diante de um espelho de admirável perfeição.

O incrédulo não soube o que responder, vencido pelas eloquentes palavras de seu antagonista.


Fonte: Malba Tahan

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A Fábula do Escorpião e do Sapo

Um dia, um escorpião quis atravessar um rio.

O rio era largo e rápido, e o escorpião parou para reconsiderar a situação. Ele não via nenhum caminho através. Corria rio acima e rio abaixo e não achava nenhum modo de atravessá-lo.

De repente, ele viu um sapo sentado nos juncos na margem da correnteza.

"Olá, Sr. Sapo!" - cumprimentou o escorpião - "Você faria a gentileza de me dar uma carona nas suas costas para atravessar o rio?"

"Ora, ora, Sr. Escorpião! Se eu o colocar em minhas costas o senhor vai me ferroar." – respondeu o sapo.

“De modo algum” – disse o escorpião – “jamais iria ferroar um amigo que estivesse me ajudando; mesmo porque se eu lhe ferroar você morrerá e eu não conseguirei atravessar o rio”.

Pensando nessa lógica mortal, o sapo resolveu acreditar no sapo e colocando-o em suas costas, pôs-se a atravessar o rio.

A correnteza era forte, a água tentava arrastar o sapo, mas com suas nadadeiras fortes o sapo ia em frente rumo à outra margem.

Quase chegando ao final se sua trajetória, o sapo sentiu o ferrão doloroso do escorpião em suas costas.

“Porque você fez isso? ” - Indagou o sapo muito bravo.

Ao que o escorpião respondeu: “Perdoe-me, não pude evitar. É do meu instinto, é minha natureza”. E dizendo isso lançou-lhe outra ferroada.

A água forte e lamacenta rodopiou em volta deles, o sapo esperneando ao máximo para conseguir chegar na outra margem, mas já com dores fortíssimas, sentia um torpor intenso a afetar seus membros.

“Seu traidor!!” – gritou o sapo.

O escorpião saltitou das costas do sapo e atingiu a outra margem do rio, e saiu correndo deixando o sapo agonizando que acabou morrendo.


NOTA DO BLOG: Desconheço o autor dessa estória. Uns dizem Irmãos Grimm, outros dizem que a estória foi copiada de outro autor. Porém ela retrata a mais pura verdade. Não nos aproximemos dos escorpiões deste mundo moderno que só sabem fazer o mal. Mais cedo ou mais tarde você poderá ser atingido e se corromper pelos maus exemplos e pela vida péssima dos maus. Nos afastemos de todas más amizades, pois aquele ditado é bem verdadeiro: “dize-me com quem andas que te direi quem és”