Mas porque Almas Castelos? Eu conheci algumas. São pessoas cujas almas se parecem com um castelo. São fortes e combativas, contendo no seu interior inúmeras salas, cada qual com sua particularidade e sua maravilha. Conversar, ouvir uma história... é como passear pelas salas de sua alma, de seu castelo. Cada sala uma história, cada conversa uma sala. São pessoas de fé flamejante que, por sua palavra, levam ao próximo: fé, esperança e caridade. São verdadeiras fortalezas como os muros de um Castelo contra a crise moral e as tendências desordenadas do mundo moderno. Quando encontramos essas pessoas, percebemos que conhecer sua alma, seu interior, é o mesmo que visitar um castelo com suas inúmeras salas. São pessoas que voam para a região mais alta do pensamento e se elevam como uma águia, admirando os horizontes e o sol... Vivem na grandeza das montanhas rochosas onde os ventos são para os heróis... Eu conheci algumas dessas águias do pensamento. Foram meus professores e mestres, meus avós e sobretudo meus Pais que enriqueceram minha juventude e me deram a devida formação Católica Apostolica Romana através das mais belas histórias.

A arte de contar histórias está sumindo, infelizmente.

O contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas.

As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. Contar histórias: Une as famílias, anima uma conversa, torna a aula agradável, reata as conversas entre pais e filhos, dá sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra conferências... Pense nisso.

Há sempre uma história para qualquer ocasião.

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15)

Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas. Peço a Nossa Senhora que recompense ao cêntuplo, todas as pessoas que visitarem este Blog e de alguma forma me ajudarem a divulga-lo. Convido você a ser um seguidor. Autorizo a copiar todas as matérias publicadas neste blog, mas peço a gentileza de mencionarem a fonte de onde originalmente foi extraída. Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Humildade


No dia 8 de março de 1790, ao cair da noite, um pobre sacerdote apresentou-se no Castelo de Vivarais, pedindo, humildemente, pousada.

Os donos do castelo aguardavam, precisamente naquele dia, a visita do arcebispo de Viena com sua comitiva, razão por que todos os aposentos já estavam reservados.

Ordenou, pois, o dono do castelo que os pajens recebessem o desconhecido e o alojassem num dos alpendres junto às cavalariças.

Alguns momentos depois chegaram ao grande solar os ilustres vigários que constituíam a comitiva do prelado, Recebidos pelo fidalgo no grande salão admiraram-se da ausência do arcebispo e perguntaram:

- E Sua Excelência, onde está?

- Sua Excelência? – exclamou o senhor de Vivarais – ainda não nos deu a honra de aparecer por cá.

- Não é possível – tornou um dos padres – não é possível. A comitiva foi obrigada a retardar um pouco a partida e ele tomou-lhe a dianteira. Já devia, pois, ter chegado aqui.

Insistiu o nobre em afirmar que no castelo o arcebispo de Viena ainda não havia aparecido. E dirigindo-se aos membros da comitiva ajuntou:

- Quem sabe se um religioso chagado há pouco pode dar-nos notícias de Sua Excelência?

- Quem é esse religioso? – perguntaram.

- Um pobre que muito humilde nos bateu à porta a pedir que o agasalhássemos por caridade.

- É ele! – conclamaram os vigários. – É o arcebispo!

Com efeito. O pobre recebido, por caridade, no alpendre do suntuoso castelo era, precisamente, o grande Daivan, arcebispo de Viena.

A santidade não consiste nessa ou naquela prática, mas sim numa disposição do coração que nos torna humildes e pequeninos nos braços de Deus, cônscios de nossa fraqueza e confiantes, até à ousadia, na sua paternal bondade.

Para caminharmos, com segurança, nesta vida é preciso que sigamos sempre entre o temor e a esperança; entre o temor do Juízo de Deus, que são abismos impenetráveis, e a esperança da Sua Misericórdia, que é sem número e sem medida e ultrapassa todas as Suas Obras. É preciso que temamos os seus Divinos Juízos, mas sem desfalecimento, animando-os à vista da sua Misericórdia, mas sem presunção.

Autor: D. “Lendas do Céu e da Terra”

Um comentário:

  1. Olá temos que rever muita coisa, linda a humildade adoreia almas em castelos tudo lindo e bom de ler bjs uma linda semana Leila

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