Mas porque Almas Castelos? Eu conheci algumas. São pessoas cujas almas se parecem com um castelo. São fortes e combativas, contendo no seu interior inúmeras salas, cada qual com sua particularidade e sua maravilha. Conversar, ouvir uma história... é como passear pelas salas de sua alma, de seu castelo. Cada sala uma história, cada conversa uma sala. São pessoas de fé flamejante que, por sua palavra, levam ao próximo: fé, esperança e caridade. São verdadeiras fortalezas como os muros de um Castelo contra a crise moral e as tendências desordenadas do mundo moderno. Quando encontramos essas pessoas, percebemos que conhecer sua alma, seu interior, é o mesmo que visitar um castelo com suas inúmeras salas. São pessoas que voam para a região mais alta do pensamento e se elevam como uma águia, admirando os horizontes e o sol... Vivem na grandeza das montanhas rochosas onde os ventos são para os heróis... Eu conheci algumas dessas águias do pensamento. Foram meus professores e mestres, meus avós e sobretudo meus Pais que enriqueceram minha juventude e me deram a devida formação Católica Apostolica Romana através das mais belas histórias.

A arte de contar histórias está sumindo, infelizmente.

O contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas.

As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. Contar histórias: Une as famílias, anima uma conversa, torna a aula agradável, reata as conversas entre pais e filhos, dá sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra conferências... Pense nisso.

Há sempre uma história para qualquer ocasião.

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15)

Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas. Peço a Nossa Senhora que recompense ao cêntuplo, todas as pessoas que visitarem este Blog e de alguma forma me ajudarem a divulga-lo. Convido você a ser um seguidor. Autorizo a copiar todas as matérias publicadas neste blog, mas peço a gentileza de mencionarem a fonte de onde originalmente foi extraída. Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A taça transbordante

Contam que um califa de Bagdá tinha um filho, já moço, muito acanhado e tímido. Não saía à rua para que o não vissem e dessem tento do seu modo de andar e o apontassem como sucessor do rei.

O pai, a quem muito mortificava a timidez do filho, um dia chamou-o e disse-lhe:

- Toma esta taça de cristal. Hás de leva-la com água a transbordar, desde este palácio até a mesquita, sem contudo entornares uma gota sequer. É essa a minha ordem. Muito triste ficarei se me desobedeceres!

Pelas longas e tortuosas ruas sai o moço a caminhar com imensa cautela, completamente alheio ao rebuliço da massa popular e indiferente aos olhares dos curiosos espectadores. Era preciso obedecer a seu pai. E ele fez exatamente como lhe fora ordenado. Tornando a casa, perguntou-lhe o rei se havia notado a curiosidade dos transeuntes.

- Com me seria possível fazê-lo – respondeu – tendo na mão a taça a transbordar?

Assim também, se tu, meu bom amigo, andasses pela vida preocupado com uma taça a transbordar, afastaria de ti o respeito humano e caminharias pela estrada do dever com tranqüila confiança. Ora, essa taça mais frágil que o vidro, mas que deve absorver os teus sentidos, é a tua alma de cristão. E se possuis essa preciosa e delicada taça e desejas transportá-la, por que emprestar tanta importância aos olhares e críticas dos transeuntes que querem perturbar a tua jornada gloriosa pela vida?

Fonte: Lendas do Céu e da Terra - Malba Tahan

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