A arte de contar histórias está sumindo, infelizmente.
O contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas.
As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. Contar histórias: Une as famílias, anima uma conversa, torna a aula agradável, reata as conversas entre pais e filhos, dá sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra conferências... Pense nisso.
Há sempre uma história para qualquer ocasião.
“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15)
Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas. Peço a Nossa Senhora que recompense ao cêntuplo, todas as pessoas que visitarem este Blog e de alguma forma me ajudarem a divulga-lo. Convido você a ser um seguidor. Autorizo a copiar todas as matérias publicadas neste blog, mas peço a gentileza de mencionarem a fonte de onde originalmente foi extraída. Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.
Agradeço todos os Sêlos, Prêmios e Reconhecimentos que o Blog Almas Castelos recebeu. Todos eles dou para Nossa Senhora, sem a qual o Almas Castelos não existiria. Por uma questão de estética os mesmos foram colocados na barra lateral direita do Blog. Obrigado. Que a Santa Mãe de Deus abençoe a todos.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
O ateu e o engraxate
domingo, 17 de junho de 2012
O vidro e o espelho
quarta-feira, 13 de junho de 2012
São Pedro e Judas
- Se você, Judas, em vez de se enforcar, tivesse procurado Jesus para confessar sua covardia, dizendo: “Eu fiz um grande crime. Estou arrependido. Perdoe-me”, Jesus o perdoaria.
Pausa. Pedro lembrou-se da cena no pretório de Pilatos na Quinta Feira Santa... Sua negação. O olhar de repreensão que Jesus lhe dirigiu quando foi levado de um juiz para outro. Das lágrimas de arrependimento que não pararam de correr pelas faces, a ponto de formar dois sulcos... e continuou
- Judas, eu fiz coisa pior. Neguei nosso Mestre por três vezes. Sou muito mais culpado que você.
E Pedro, ainda com os olhos marejados de lágrimas lhe teria dito:
- A diferença é que chorei arrependido. E você teve remorso apenas. Achou que não tinha perdão. Por que desconfiou da misericórdia de Jesus? – (Fonte: P. Milleriot, jesuíta).
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Até quando?
A crise em que vivemos só nos dá tristeza. Nascemos para horizontes grandiosos previstos por Nossa Senhora, quando disse em Fátima: “Por fim meu Imaculado Coração Triunfará”, mas até lá viveremos nessa desolação? (Aleph. Como se obscureceu o ouro do templo e como perdeu sua cor tão bela! As pedras do santuário estão dispersas pelas esquinas de todas as ruas.)
PS: O trecho em latim foi extraído da Bíblia (livro Lamentações do Profeta Jeremias - Antigo Testamento)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Deu o resto para Deus
segunda-feira, 28 de maio de 2012
"Só Deus não morre" - Cristeros

segunda-feira, 21 de maio de 2012
O que haverá depois?
domingo, 13 de maio de 2012
Um olho por minha Mãe
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Sob a proteção de Deus
sexta-feira, 27 de abril de 2012
O Exorcismo de Cristovão Colombo

(Delamare, Colombo, p. 257)
Fonte: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus
quarta-feira, 18 de abril de 2012
A Igreja Católica não morre

Tendo Juliano partido para uma guerra contras os persas, foi ferido mortalmente por uma flecha e morreu dizendo: “Venceste, Galileu” (assim ele se referia a Nosso Senhor).

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Quando morreu o Papa Pio VI, vítima da Revolução Francesa, os revolucionários diziam que morrera Pio VI e último, querendo com isso dizer que o Papado e a Igreja Católica haviam sido destruídos. Pela ótica meramente humana das coisas isso parecia estar se realizando. Não havia sequer um lugar para se realizar o Conclave que elegeria o novo Pontífice, uma vez que Roma e toda a Itália estavam em poder dos revolucionários franceses. Subitamente, as combalidas forças austríacas na Itália contra-atacam e conseguem fazer recuar, por algum tempo, os revolucionários, possibilitando então a eleição do novo Papa, fato este que se efetuou em Veneza, na pessoa de Pio VII. Pio VI não fora o último Papa e a Santa Igreja prosseguia sua caminhada pela face da Terra.
Fonte: Revista “O Desbravador” - Órgão do Grêmio Cultural “Santa Maria”
Ano 7 – Outubro de 1986 – número 82.
sábado, 14 de abril de 2012
Aniversário e Perseguição Religiosa

Peço a todos que lerem esta postagem que no dia 17 de abril rezem em especial para que Deus proteja todos os católicos perseguidos no mundo todo.
Dia 17 de abril este blog completa dois anos de existência. Também no dia 17 de abril se comemora o Papa Santo Aniceto. Declarado Mártir pela Igreja. O seu corpo - aliás, foi a primeira vez que ocorreu com um bispo de Roma -, foi sepultado nas escavações que depois se transformaram nas catacumbas de São Calisto, na Itália.
Eu estive na “Catacombe de San Calisto” (como se fala na Itália), fiquei muito impressionado com tudo o que vi. Os primórdios da Igreja, as perseguições, a santidade dos apóstolos e dos outros cristãos. Os mártires...
Tudo isso me levou a um pensamento: Estamos no século XXI da era cristã, foi dada liberdade de culto aos cristãos pelo Édito de Milão no ano de 313, os anos se passaram... Mas as coisas mudaram? Vivemos ainda como viviam os primeiros cristãos?
A todo o momento se vê notícias de perseguição aos católicos pelo mundo. E perseguições cruéis. Em entrevista ao diário “Il Giornale” de Milão, declarou o Bispo de Rumbek, Dom Cesare Mazzolari:
“está se aproximando o momento do martírio. Espero que o Senhor nos dê a graça de enfrentar este derramamento de sangue. [...] Muitos cristãos serão mortos por causa da sua fé. Mas do sangue dos mártires vai nascer uma nova cristandade”.
Depois que terminarem a leitura desta postagem, leiam a reportagem completa em:
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/8A097646-9985-CA72-A89C9D4DEBD16904/mes/Outubro2004
E a perseguição aos católicos feito pelo comunismo?
“Não deixem que um professor comunista adote seu filho:”
http://homemculto.wordpress.com/2012/02/02/a-perseguicao-aos-catolicos-feita-pelos-comunistas/
É por que vivemos os tempos dos primeiros cristãos que resolvi fazer a postagem sobre o Papa São Calisto, que se comemora no dia do aniversário deste blog: 17 de abril.

O décimo primeiro Papa foi Santo Aniceto (natural da Síria). Seu pontificado foi do ano de 155 até 166. Na época em Roma governava o Imperador Antonio. Foi sucessor do Papa São Pio I, sendo sucedido pelo Papa São Sotero (que era napolitano).
Não é certo se morreu mártir pela fé; é, porém, fora de dúvida, que tanto lhe foram os sofrimentos e aflições pela causa de Cristo que a Igreja lhe conferiu o título honroso de mártir. Além das perseguições oficiais por parte do governo romano, existiam perigosas heresias, que faziam periclitar a existência da Igreja. Embora fosse ela edificada sobre rochedo, contra o qual o inferno em vão dirige os ataques, grande número dos fiéis abandonou a fé, correndo atrás do fogo fátuo de seitas errôneas.
O Papa Aniceto envidou todos os esforços para impedir o progresso da obra de Satanás e reconduzir ao seio da Igreja os pobres transviados. Destacou-se por ter sido o primeiro Papa a condenar oficialmente uma doutrina como heresia.
Ignora-se mais detalhes da sua vida pregressa como da grande maioria dos Papas dos primeiros séculos cristãos. Como pontífice, proibiu ainda os padres de deixar crescer e cultivar o cabelo, para este não ser um motivo de vaidade.
Deus lhe enviou um auxiliar de grande valor: o Bispo São Policarpo. Este discípulo de São João Evangelista, veio a Roma, e em demonstrações públicas, provou que a Igreja de Roma, na doutrina, era idêntica a de Jerusalém. Esta declaração causou a conversão de muitos hereges.
São Justino, um grande filósofo e o Bispo São Policarpo, ajudaram o Papa a combater a heresia do Gnosticismo que entre várias denominações também se chamava o racionalismo cristão.
Santo Hegesipo era outro auxiliar estimável, que eficazmente dirigiu forte campanha contra as heresias. Num livro que escreveu, sobre a tradição, provou que a doutrina passou, pura e inalterada, dos Apóstolos ao Papa Aniceto e demonstrou que a mesma doutrina era conservada e ensinada, sem a mínima alteração.
Fontes de pesquisa:
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/8A097646-9985-CA72-A89C9D4DEBD16904/mes/Outubro2004
http://homemculto.wordpress.com/2012/02/02/a-perseguicao-aos-catolicos-feita-pelos-comunistas/
http://www.paginaoriente.com/santos/aniceto1704papa.htm
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_3714.html
http://www.portalangels.com/santo_do_dia/17abril.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Aniceto
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Numa tarde de outono
Sempre gostei das tardes de outono. Tanta coisa há para se falar sobre isso. Quando o vento sopra pelos galhos das árvores e as folhas mudam de cor... As conversas ao pé da escada... lembranças infindas que a saudade guarda dentro do meu coração.Aproxima-se um dia muito especial. Gostaria de agradecer a todos pela amizade, pelo apoio, pelas visitas no meu blog. Que dia especial é esse?
Quando eu era muito pequeno minha avó paterna me levou na casa de uma vizinha que era uma senhora descendente de italianos. Seu marido era sapateiro. Para me agradar ela me perguntou:
Quer tomar um pouco do licor do padre? Eu olhei o que ela tinha nas mãos e vi uma bonita licoreira de vidro transparente no formato de um padre. A tampa era um chapéu de aba larga, também de vidro. O sorriso era acolhedor, o conteúdo da garrafa parecia bom, e era o "licor do padre"...
Sem saber o que era aquilo eu aceitei. E enquanto ela despejava o conteúdo daquele licor num copinho do conjunto da licoreira, eu observava aquele liquido transparente pouco azulado espalhando um perfumado odor de anis pela sala. Ela disse com um grande sorriso:
Isto é “aniseto”... o licor do padre.
Quando eu experimentei bem devagar o tal do “aniseto” gostei muito, pois era de fabricação caseira e quase não tinha álcool. Bem doce, ao modo que as crianças gostam.
Como eu venho de uma família muito católica, que desde cedo sempre me ensinou a religião através de histórias maravilhosas, a primeira coisa que me veio na cabeça foi: “Como é bom aquilo que é da Igreja,” – para mim aquilo era o licor do padre.
Hoje eu sei que chamava assim por que estava na licoreira de vidro, no formato de um padre. E na verdade o “aniseto” era a pronuncia “meio italiana” do anisete.
Anisete ou aniseta (do francês anisette) é uma bebida fermentada a base de anis, também chamado de licor de anis. Muito popular na Europa, principalmente na França, alguns o usam diretamente na xícara para adoçar o café expresso, não é conveniente adoçar o leite pois seu efeito fermentativo, acabaria por transformar o leite em coalho, é bem digestivo podendo ser tomado após as refeições. Pode ser servido puro numa taça ou num copo com gelo (mas neste caso a bebida fica leitosa). Café com uma colherzinha de anisete é o que há de melhor.
Quando li o livro da vida de Madre Mariana – a fundadora do Mosteiro da Imaculada Conceição em Quito (Equador), vi que ela também preparava uma bebida a base de anis que dava para algumas pessoas que lhe pediam e que tinha efeito curativo e que chamava de “Água de Anis”. Infelizmente no Mosteiro não se produz mais a "água de anis".
Mas todos devem estar pensando o por que eu estou tratando desse assunto hoje. Que relação teria o “aniseto” com as histórias religiosas que eu sempre trago?
Explico: É que hoje, comemoro com anisette, os dois anos de uma graça muito especial que recebi e que só descobri há um ano atrás: e que eu a chamo de “a graça da confirmação”.
Que graça é essa? Para mim foi uma surpresa muito grande. Tive a confirmação de que eu estava fazendo a coisa certa. Que era a vontade de Nossa Senhora que isso acontecesse.
Gostaria de compartilhar essa graça com todos vocês. MAS SOMENTE SABERÃO QUE GRAÇA É ESSA, SE TIVEREM A PACIENCIA DE LEREM:
http://almascastelos.blogspot.com.br/2011/04/o-aniversario-teve-confirmacao.html
Que Nossa Senhora lhes recompense ao cêntuplo todo o apoio e a amizade que recebi até hoje. Parabéns para todos nós.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Humildade

Os donos do castelo aguardavam, precisamente naquele dia, a visita do arcebispo de Viena com sua comitiva, razão por que todos os aposentos já estavam reservados.
Ordenou, pois, o dono do castelo que os pajens recebessem o desconhecido e o alojassem num dos alpendres junto às cavalariças.
Alguns momentos depois chegaram ao grande solar os ilustres vigários que constituíam a comitiva do prelado, Recebidos pelo fidalgo no grande salão admiraram-se da ausência do arcebispo e perguntaram:
- E Sua Excelência, onde está?
- Sua Excelência? – exclamou o senhor de Vivarais – ainda não nos deu a honra de aparecer por cá.
- Não é possível – tornou um dos padres – não é possível. A comitiva foi obrigada a retardar um pouco a partida e ele tomou-lhe a dianteira. Já devia, pois, ter chegado aqui.
Insistiu o nobre em afirmar que no castelo o arcebispo de Viena ainda não havia aparecido. E dirigindo-se aos membros da comitiva ajuntou:
- Quem sabe se um religioso chagado há pouco pode dar-nos notícias de Sua Excelência?
- Quem é esse religioso? – perguntaram.
- Um pobre que muito humilde nos bateu à porta a pedir que o agasalhássemos por caridade.
- É ele! – conclamaram os vigários. – É o arcebispo!
Com efeito. O pobre recebido, por caridade, no alpendre do suntuoso castelo era, precisamente, o grande Daivan, arcebispo de Viena.
A santidade não consiste nessa ou naquela prática, mas sim numa disposição do coração que nos torna humildes e pequeninos nos braços de Deus, cônscios de nossa fraqueza e confiantes, até à ousadia, na sua paternal bondade.
Para caminharmos, com segurança, nesta vida é preciso que sigamos sempre entre o temor e a esperança; entre o temor do Juízo de Deus, que são abismos impenetráveis, e a esperança da Sua Misericórdia, que é sem número e sem medida e ultrapassa todas as Suas Obras. É preciso que temamos os seus Divinos Juízos, mas sem desfalecimento, animando-os à vista da sua Misericórdia, mas sem presunção.
Autor: D. “Lendas do Céu e da Terra”
sábado, 7 de abril de 2012
A ignorancia religiosa da sociedade
Não é comum eu trazer noticias para meu blog, já que ele é voltado para o apostolado através de historias, mas como consta na explicação acima na abertura do Blog, “Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.”Dada a importância da matéria e a gravidade da situação, achei útil publicar esse noticiário. Começo fazendo um pedido a todas as pessoas: Existem muitos bons catecismos à venda. Estudar catecismo não é só para os jovens que estão fazendo a primeira comunhão. Leiam o catecismo, leiam o Evangelho, estudem a doutrina católica. Procurem na internet que os blogs e sites disponibilizam livros da doutrina católica muito bons. Recentemente o blog “a grande guerra” (http://a-grande-guerra.blogspot.com.br/) lançou um livro muito importante sobre a modéstia cristã, e assim encontramos outros excelentes livros. Leiam, estudem, procurem conhecer melhor a doutrina católica. Vejamos a notícia:
Papa denuncia situação “dramática” da Igreja
O papa Bento 16 declarou nesta quinta-feira que a situação atual da Igreja Católica é muitas vezes "dramática", reiterou o "não" ao sacerdócio feminino e denunciou a "desobediência organizada" defendida por um grupo de padres europeus e o "analfabetismo religioso" da sociedade. Perante mais de dez mil pessoas, 1.600 delas religiosos, o pontífice oficiou na basílica de São Pedro, no Vaticano, a Missa Crismal, que abre o Tríduo Pascal (o conjunto de três celebrações do Cristianismo na Semana Santa).
[...]
Bento 16 disse ainda que o sacerdócio exige renúncias, servir ao próximo e ser fiel a Cristo. O papa também denunciou o recente documento publicado por um grupo de sacerdotes europeus que "apela à desobediência". O papa se referia aos 300 párocos austríacos que organizaram, pela internet, a iniciativa "Um chamado à desobediência", por meio da qual exigem reformas como o sacerdócio feminino e o de homens casados.
O pontífice, de quase 85 anos, declarou que esses padres invocam a desobediência na esperança de renovar a Igreja. "Mas a desobediência é um caminho para renovar a Igreja?", indagou o papa na missa. Bento 16 aproveitou para destacar que Cristo se preocupava com a verdadeira obediência, frente ao arbítrio do homem.
Bento 16 também recomendou aos sacerdotes mais estudo, ressaltando que existe "um analfabetismo religioso que se divulga na sociedade". "Os elementos fundamentais da fé, que antes qualquer criança sabia, são cada vez menos conhecidos", denunciou o papa. (negrito nosso)
Durante a missa, os sacerdotes renovaram as promessas de pobreza, castidade e obediência, e Bento 16 abençoou o óleo dos catecúmenos, o dos doentes e o crisma (óleo e bálsamos misturados), que lhe foram apresentados em três grandes jarras de prata.Os óleos bentos na Quinta-Feira Santa pelos bispos serão utilizados para ungir os que são batizados e os que são confirmados para a ordenação sacerdotal. Esse rito é celebrado em todas as catedrais do mundo.
Na tarde desta Quinta-Feira Santa o papa seguirá para a Basílica de São João de Latrão, a catedral de Roma, para celebrar a missa da Última Ceia, na qual tradicionalmente lava os pés de doze presbíteros.
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2012/04/05/bento-xvi-denuncia-situacao-dramatica-da-igreja-e-critica-desobediencia.jhtm
COMENTÁRIO DO BLOG: Uma coisa me chamou muito a atenção: O analfabetismo religioso que aumenta cada vez mais na sociedade. E isso não parece acontecer de forma natural, ou seja, quando uma pessoa de afasta da religião, acaba se esquecendo de muitas verdades naturalmente. Mas o que realmente ocorre é que até as pessoas que freqüentam assiduamente a Igreja são vítimas desse “analfabetismo religioso” o que nos leva a pensar que esse “analfabetismo” é provocado propositalmente por certos agentes. Ao que parece esses agentes que são inimigos da igreja, que querem destruir a Santa Igreja, se infiltraram nela para cumprir sua missão diabólica de “perder” os fiéis. Por várias vezes, quando fui chamado a fazer uma palestra, muitos ficaram admirados e me aplaudiram simplesmente por eu ter dado uma pequena aula de catecismo. O povo tem sêde de Deus, mas ao invés de darem a “água viva” aos que tem sede, fazem como no calvário: dão vinagre. Já vi muitos católicos cantarem bem, sabem todas as músicas “de cor”, mas não sabem o que é o sacramento da confissão – sem a qual jamais chegarão ao céu para adorarem a Deus. Realmente a situação dos católicos é dramática. Nosso Senhor Jesus Cristo derramou seu sangue pelos homens e os homens continuam não enxergando a verdade, e vivendo cegamente um sonho e não a realidade da vida, continuam olhando para o alto “sorrindo”. Que Deus tenha misericórdia de todos nós no dia do Seu julgamento.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Esplendores da Igreja Católica

A Santa Igreja Católica Apostólica Romana tem vários modos de legislar. Um desses modos chama-se MOTU PROPRIO, expedido diretamente pelo próprio Papa. A expressão Motu Próprio poderia ser traduzida como “de sua iniciativa própria”. Significa que trata-se de matéria decidida pessoalmente pelo Papa e não por um Cardeal ou outro conselheiro. Um dos Motu Próprio mais importantes e recentes é o Summorum Pontificum de Sua Santidade Bento XVI autorizando que os Padres possam rezar a Missa Tridentina, ou seja, a Missa na forma como era antes do Concilio Vaticano II.
Por causa desse decreto do Papa Bento XVI, cada vez mais encontramos aqui em São Paulo (Brasil) Padres voltados para a liturgia tradicional. É preciso dizer que, cada vez mais, vem mais pessoas a essa Santa Missa, a ponto de eu não encontrar lugar para sentar, se não chegar cedo.
Os cânticos gregorianos, o som do órgão, o odor de incenso do turíbulo, tudo lembra o céu.
Quer entender o que é a Missa? O que significam os paramentos do Padre? Ninguém melhor do que um santo para explicar. E quem explica é Santo Antonio Maria Claret. Ouçamos o que ele nos ensina:
Breve explicação dos mistérios que se representam na Missa
O sacerdote, revestido com os sagrados paramentos, representa a Cristo nosso Redentor em sua sagrada paixão.
O Amicto, com que cobre a cabeça quando começa a revestir-se, simboliza a coroa de espinhos e o lenço com que, cobrindo seu Divino Rosto, escarnecendo Dele, os algozes diziam: advinha quem te feriu.
A Alva simboliza o vestido branco com que o trataram como um louco na casa de Herodes, desprezando-o.
O Cíngulo ou Cordão simboliza as cordas com que foi atado no Horto.
A Estola representa a corda que levava ao pescoço, quando o conduziram preso.
O Manípulo é o símbolo da corda com que o sujeitaram à coluna, para açoutá-lo.
A Casula simboliza o vestido de púrpura que lhe puseram na casa de Pilatos, estando já coroado de espinhos.
O Cálice representa o sepulcro, e os Corporais o lençol em que foi amortalhado o Seu Corpo Santíssimo.
O Intróito, ou entrada da Missa, significa o grande desejo com que no limbo esperavam os Santos Padres a vinda de Cristo ao mundo, para remir a eles e a nós: e para significar seus clamores, dizem-se imediatamente os Kyries, que em nosso idioma significam: Senhor, tende misericórdia de nós.
O Glória in excelsis nos recorda o gozo dos Anjos e dos pastores no Nascimento de Cristo.
As Orações que diz o sacerdote depois do Dominus vobiscum, são símbolo das muitas vezes que Cristo orou por nós no decurso de sua vida.
A Epístola significa a pregação dos Profetas, especialmente a do Batista.
O Gradual, que é o que se lê depois da Epístola, significa a solidão de Cristo no deserto; e o Alleluia representa os serviços que Lhe prestaram os Anjos depois das tentações do demônio, de quem saiu Vitorioso.
O Evangelho significa a pregação de Cristo. Para dizer o Evangelho passa-se o missal ao outro lado do altar, para significar que Cristo passava duns lugares a outros pregando o Evangelho. Quando se lê o Evangelho estamos de pé, para significar a prontidão com que devemos obedecer à lei de Cristo, que se nos promulga no Evangelho; no fim do Evangelho diz-se: Laus tibi, Christe, fazendo inclinação com a cabeça, em sinal de subimissão.
O Credo é um compêndio do que o cristão deve crer; ajoelha-se o sacerdote quando diz Et homo factus est, para dar a entender a grande humildade do Senhor em tomar nossa natureza, e quanto, por conseguinte, nos devemos humilhar diante de Deus, que é nosso Senhor.
O oferecimento que o sacerdote faz da hóstia e do cálice, recorda-nos a prontíssima e inteira vontade com que Cristo se ofereceu para padecer e morrer por nós.
Voltar-se o sacerdote para o povo e dizer Orate, frates, recorda-nos aquele passo em que Cristo, depois de ter orado no horto com suor de sangue, se chegou a seus discípulos e lhes disse: vigiai e orai, para não cairdes em tentação.
O Prefácio e o Sanctus simbolizam a entrada solene e pública de Cristo em Jerusalém no dia de Ramos, e o júbilo com que o povo o recebeu.
No Cânon o sacerdote diz as orações em voz baixa, recordando-nos que Cristo se retirou dos judeus e foi, em segredo, com seus discípulos a Efren; e também para inspirar-nos grande respeito, porque é sabido que o que se faz com demasiada publicidade se vulgariza, e com facilidade se despreza.
Eleva-se a hóstia e o cálice para recordar-nos que Cristo foi levantado na cruz.O Pater Noster simboliza aquelas palavras que Cristo dirigiu ao Eterno Padre imediatamente antes de expirar; assim como aquele pouco tempo que o sacerdote está em silêncio depois do Pater Noster significa o tempo que esteve Cristo no sepulcro, em que sua alma desceu ao seio de Abraão para dar liberdade às almas dos Santos Padres, que esperavam sua vinda.
O Pax Domini simboliza a aparição de Cristo aos seus discípulos e às Marias, depois de ressucitado.
O Agnus Dei recorda-nos que Cristo, depois de sua Ressurreição, subiu aos céus para lá ser nosso advogado.
As últimas Orações que o sacerdote reza são símbolos das que Cristo dirige no céu, em nosso favor, ao Eterno Pai.
O Ite Missa est significa que o sacerdote fez o ofício de embaixador e de ministro enviado por Deus, para oferecer-Lhe aquele sacrifício por toda a Igreja católica, pelas almas do purgatório, e para alcançar para todos a divina graça.
A Benção, que o sacerdote dá no fim da missa, significa a que Cristo dará aos justos no dia de Juízo Final.
Fonte: “Caminho Reto e Seguro para Chegar ao Céu” – escrito por Santo Antonio Maria Claret.
7ª Edição – Editora Ave Maria Ltda – São Paulo - SP
sobre o Motu Próprio:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Motu_proprio
sábado, 31 de março de 2012
O príncipe dos instrumentos

Quem me conhece sabe que gosto muito de boa música. Foi num desses domingos ensolarados, em que eu estava ouvindo as grandes aberturas de Haendel, que recebi à tarde uma visita inesperada: Um casal de amigos que há anos eu não via. Depois que se casaram haviam-se mudado para longe e assim o contato havia ficado mais difícil. Trouxeram uma bem recheada torta de palmito com queijo, e então a conversa se desenrolou até quase ao anoitecer.
Comentando sobre música e instrumentos musicais, a esposa de meu amigo – excelente violinista – acabou contanto uma história tão interessante que resolvi recontar a todos os meus amigos e amigas.
Conhecido como príncipe dos instrumentos, o violino encanta pela sua sonoridade especial. É tão especial, que tudo nele é diferenciado: a escolha meticulosa dos vários tipos de madeira empregados na construção, o verniz especialmente preparado, fios de crina de um certo tipo de cavalo para o seu arco, sua afinação, e por ai vai.
Conta minha amiga que, certa feita, numa pequenina e pitoresca cidade da Itália, um menino era muito hábil na arte de esculpir em madeira lascada: Antonio.
Um dia, ele e seus amigos estavam na rua, pedindo dinheiro por aquilo que faziam. Um deles tocava violino, o outro - que era irmão do primeiro - cantava, enquanto Antônio fazia seus pequenos objetos entalhados na madeira.
Andando pelas ruas, um homem distinto parou para ouvir o menino cantar; depois, colocou uma moeda de ouro nas suas mãos. Muito contente, o menino “cantor” gritou:
- Vejam. O grande Amati, o maior construtor de violinos na Itália, deu-nos uma moeda de ouro!
Foi uma euforia! Porém esse gesto aguçou a curiosidade de Antônio, e ele quis conhecer mais de perto quem era esse grande benfeitor. Afinal quem era esse generoso e grande construtor de violinos? – Assim pensou Antonio.
Não faltaram barreiras que impedissem a aproximação de Antonio e o grande Amati. Mas quem é perseverante, tudo alcança. E assim aconteceu. E chegou o grande dia tão esperado. Lá estava Antonio, diante do maior construtor de violinos da Itália. Enchendo o peito de coragem, Antonio lhe diz:
- Não sei tocar ou cantar, mas gosto de música e imagino que seria capaz de construir violinos. Veja, aqui estão alguns objetos que fiz de madeira, com a minha faca.
O grande homem passou o seu olhar atento nos objetos e depois elevou seus olhos para a face ansiosa e os expressivos olhos castanhos de Antônio, e disse-lhe:
- Venha à minha oficina, moço, e lhe darei uma oportunidade para aprender a tornar-se um construtor de violinos. Qual é o seu nome?
- Antônio Stradivárius - respondeu prontamente Antônio.
Dessa forma, Antônio tornou-se aluno de Amati e trabalhou dia após dia na sua oficina. Uma das primeiras coisas que o seu professor lhe ensinou foi que a paciência para fazer com perfeição uma peça, ainda que pequenina, tinha mais valor do que a construção de um violino todo em pouco tempo.
Alguns anos decorreram e Antônio Stradivárius, já sendo um construtor de violinos, aperfeiçoou tanto o som e a beleza do violino, que se tornou o melhor construtor de violinos de todo o mundo.
quarta-feira, 28 de março de 2012
O nosso Maestro

Ignorando, porém, os recursos da harmonia, não conseguia ela os desdobramentos do tema que elegera e tornava-se monótono ao retomar, repetidas vezes, a mesma frase despida de interesse musical, que agradava com os erros desculpáveis de sua pouca técnica.
A princípio os hóspedes toleraram-na. Por fim, passaram a fugir-lhe, desertando a sala, fartos de dissonância, quando ela se punha ao piano.
Certa vez chegou ao hotel o grande Haendel. Notou que os forasteiros saíam acintosamente, mal a criança iniciava o seu desalinhado concerto. Magoou-o a irreverência dos ouvintes. Sentou-se ao lado da menina e, retomando o mesmo tema que ela não conseguia aproveitar, transformou a peçazinha rude numa encantadora balada, desdobrando um motivo aparentemente inaproveitável e enfeitando-o com tão belas variações que em pouco tempo a sala estava repleta, e todos, à porfia, tentavam aproximar-se, o mais possível, do genial artista.
Lembrai-vos amigos e amigas, de que Nosso Senhor Jesus Cristo é o nosso Guia, o nosso Maestro. Anda ao nosso lado, senta-Se conosco ao pé do instrumento da vida e transforma todas as nossas desarmonias em gloriosas aleluias. Multiplicando a nossa herança, de cada falha tira um motivo de beleza. Deus é poderoso para fazer abundar em nós toda a graça, a fim de que tendo, sempre, em tudo, a suficiência, possais levar a termo toda boa obra.
Autor M. R. “Lendas do Céu e da Terra”
sexta-feira, 23 de março de 2012
A Basílica do Sagrado Coração de Jesus

Para quem vai à Paris (França) não pode deixar de subir no Monte Martre, o ponto mais alto da cidade. Belo mirante natural. De fato, lá de cima, a vista da cidade de Paris é maravilhosa. Mas não é esse o motivo principal das pessoas quererem subir no monte, mas sim o fato de que no seu pico se encontra a grandiosa Basílica do Sagrado Coração de Jesus (em francês, Basilique du Sacré-Coeur).
Jamais vi arquitetura semelhante. Magnífica. E bem apropriada, pois é de lá do cume do monte mais alto de Paris que o Sagrado Coração de Jesus olha para toda a França, e por que não dizer olha por todo o mundo? Uma faixa na Basílica informa: “aqui se tem vigília 24 horas por dia, ininterruptamente, diante do Santíssimo Sacramento.”
A basílica do “Sacré-Coeur” foi construída com mármore travertino extraído da região de Seine-et-Marne. Essa pedra constantemente dispersa cálcio, o que garante a cor branca da Basílica mesmo com as chuvas e a poluição.
Um dos lugares sagrados mais visitados da França, a Basílica tem o formato de Cruz Grega adornada por quatro cúpulas, incluindo a cúpula central de oitenta metros de altura. Uma de suas torres serve de campanário a um sino de três metros de diâmetro e de mais de 26 toneladas. É um dos sinos mais pesados do mundo.
A arquitetura da basílica é inspirada na arquitetura romana e bizantina. Há também um belíssimo mosaico chamado Cristo em Majestade; é um dos maiores do mundo. O pórtico, com três arcos, é adornado por duas grandes imagens: Santa Joanna D’Arc e do Rei São Luiz IX.
Sagrado Coração de Jesus abençõe a todos que visitam meu modesto Blog, e que me ajudam a fazer esse apostolado através das histórias. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

quarta-feira, 21 de março de 2012
A força de um terço

Ia expiar com o suplício da forca, o “crime” de ter pregado o Evangelho, o “crime” de ser sacerdote católico.
Nessa hora suprema, de pé, em cima do estrado donde dominava vários milhares de espectadores, querendo deixar-lhes uma lembrança e, simultaneamente, um penhor daquela Fé pela qual se sentia feliz em morrer, pegou um único objeto que lhe restava, um terço, e arremessou-o com força para o meio da multidão.
Ora, aconteceu que o terço foi bater em cheio no peito de um rapaz húngaro, calvinista, João de Heckersdorff, que fazia viagens de estudo e recreio e nesse dia se encontrava casualmente em Glasgow.
Ele ficou profundamente emocionado. A lembrança daquele terço perseguiu-o em toda parte, até o dia em que abjurou a heresia em Roma, aos pés do Santo Padre. Disse inúmeras vezes, até morrer, que atribuía ao terço sua conversão.
Fonte: Revista “O Desbravador” - Orgão do Grêmio Cultural “Santa Maria”
Ano 7 – Outubro de 1986 – número 82.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Nossa Senhora do Monte Serrat

Visitei vários lugares históricos, inclusive a Basílica Menor de Santo Antonio do Embaré construída em estilo neogótico. A Igreja originou-se de uma capela erguida em 1875, pelo Barão do Embaré. Foi entregue em 1922 aos frades Capuchinhos, que iniciaram a nova edificação em 1930 e que foi inaugurada em 1945. Nessa Igreja há um magnífico órgão de 3.800 tubos ladeado por dois anjos esculpidos em madeira.
Andando um pouco mais para o centro da cidade fui convidado a visitar o morro de Monte Serrat.

Muito íngreme, o morro é todo coberto por densa vegetação. Só se tem acesso ao seu cume por dois meios: ou por uma escada de muitos degraus ou através de um bondinho. Chegando lá se depara com o abençoado Santuário de Nossa Senhora de Monte Serrat. Não é preciso dizer que vista maravilhosa que de lá se tem da cidade e do mar.
UM POUCO DE HISTÓRIA:
A pouca distância de Barcelona, na Espanha, ergue-se a montanha de Mont Serrat, que deve o nome à forma aguda de seus picos. A tradição conta que o próprio São Pedro trouxe para Barcelona a Imagem de Nossa Senhora que lá se venera.
Durante a invasão dos Mouros, a imagem teve que ficar escondida numa das cavernas lá existentes. E a caverna que abrigava tão abençoada imagem ficava justamente no Montserrat. Por volta do ano 900 essa sagrada imagem foi encontrada por jovens pastores da região e, em solene procissão, foi levada para o lugar onde ainda hoje se ergue o célebre Santuário.
Uma série de milagres começou a acontecer e atrair fiéis de toda Europa, que divulgaram o nome de Nossa Senhora do Monte Serrat por todo o mundo cristão. Vários foram os santos devotos de Nossa Senhora, entre eles, São Vicente Ferrer, Santo Inácio de Loyola e São Luiz Gonzaga.

Na América Latina, a devoção à Nossa Senhora do Monte Serrat foi iniciada pelos monges beneditinos que, no primeiro século da descoberta do Brasil, fundaram a Abadia da Virgem do Montserrat no Rio de Janeiro.
Já na cidade de Santos (Estado de São Paulo – Brasil), a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora, no morro de São Jerônimo, entre 1598 e 1609, deve-se a D. Francisco de Souza, o governador geral do Estado do Brasil e grande devoto da Santíssima Virgem. Segundo suas ordens, a capela foi entregue aos monges de São Bento, assim que estes aqui se estabeleceram.
Logo depois, durante uma invasão holandesa, em 1614, foi um grande milagre da “Virgem Poderosa” do Monte Serrat que atraiu a atenção e a devoção popular da cidade, pois quando já uma turba de soldados inimigos ia subindo o morro de São Sebastião em direção à capela, onde se abrigava grande parte da população, um desmoronamento soterrou os atacantes e induziu os invasores a deixarem a cidade. A partir daí, Nossa Senhora do Monte Serrat foi considerada a salvadora da cidade.
Em 1954, por deliberação da Câmara Municipal, Nossa Senhora do Monte Serrat foi declarada oficialmente “Padroeira da Cidade”. O Papa Pio XII, em documento oficial do Vaticano, com data de 03 de dezembro de 1954, confirmou o título de Nossa Senhora do Monte Serrat “Patrona da Cidade de Santos”. E a 08 de setembro de 1955, o Cardeal Mota, de São Paulo, como legado pontifício, presidiu a solenidade de coroação.
Ata da Coroação de Nossa Senhora do Monte Serrat:
E para que tudo conste "ad perpetuam rei memoriam" aqui fica lavrada a presente Ata
Santos, 8 de setembro de 1955
FONTE:
Livro: Santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat – Santos – Autor: Jacyr F. Braido - Editora Loyola
foto da capela:
http://www.diocesedesantos.com.br/
Foto do Morro:
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0066e.htm
terça-feira, 13 de março de 2012
O Pequeno Ofício

Algumas ordens religiosas usam o Pequeno Ofício de Nossa Senhora.
Desde os primórdios do século dezessete já era costume a recitação do Pequeno Ofício de Nossa Senhora, juntamente com o Ofício Divino. O Pequeno Ofício era um tributo especial da Igreja à Nossa Bemaventurada Mãe. Os Carmelitas, sendo-lhe especialmente devotados, seguiram esta piedosa prática. Mas à medida em que os tempos se passavam e as necessidades da vida ativa se tornaram maiores, a recitação do Oficio em Comunidade foi se restringindo ao Noviciado. Já que os Terceiros pertencem à Ordem que foi especialmente fundada para honrar Nossa Senhora, também eles devem recitar diariamente seu Pequeno Oficio.
O Pequeno Ofício é um livrinho com 163 páginas e é dividido em horas canônicas: Matinas, Laudes, Prima, Tércia, Sexta, Noa, Vésperas e Completas. As rubricas do Pequeno Ofício foram ditadas pela do Oficio Divino usadas pela Ordem Carmelitana. As orações, cânticos e leituras, são rezadas de acordo com as mudanças litúrgicas: tempo do Advento, tempo depois do Advento, tempo da Páscoa e tempo durante o ano.
TRANSCREVO AQUI UMA DAS ORAÇÕES CONTIDAS NO PEQUENO OFÍCIO:
Cântico dos três mancebos (Dan. III, 57-88)
Obras do Senhor, bendizei-O todas:
louvai-O, celebrai sua glória por todos os séculos.
Anjos do Senhor, bendizei-O:
céus, bendizei ao Senhor.
Águas que estais suspensas sobre os ares, bendizei todas ao Senhor:
poderes do Senhor, bendizei ao Senhor.
Sol e lua, bendizei ao Senhor:
estrêlas do céu, bendizei ao Senhor.
Chuva e orvalho, bendizei ao Senhor;
espíritos de Deus, bendizei todos ao Senhor.
Fogo e calor do estio, bendizei ao Senhor;
frio e rigor do inverno, bendizei ao Senhor.
Névoas e escarchas, bendizei ao Senhor:
gelos e frios, bendizei ao Senhor.
Geadas e neves, bendizei ao Senhor:
noites e dias, bendizei ao Senhor.
Luz e trevas, bendizei ao Senhor:
relâmpagos e nuvens, bendizei ao Senhor.
Bendiga a terra ao Senhor:
louve-O e celebre sua glória por todos os séculos.
Montes e outeiros, bendizei ao Senhor;
plantas que cresceis sobre a terra, bendizei ao Senhor.
Fontes, bendizei ao Senhor:
mares e rios, bendizei ao Senhor.
Baleias e tudo que viveis nas águas, bendizei ao Senhor:
aves do ar, bendizei ao Senhor.
Bestas do campo e animais domésticos, bendizei todos ao Senhor:
filhos dos homens, bendizei ao Senhor.
Bendiga Israel ao Senhor:
louve e sobreexalte-O por todos os séculos.
Sacerdotes do Senhor, bendizei-O;
bendizei-O, servos do Senhor.
Espíritos e almas justas, bendizei ao Senhor;
santos e humildes de coração, bendizei ao Senhor.
Ananias, Azarias, Misael, bendizei ao Senhor:
louvai e sobreexaltai-O por todos os séculos.
Bendigamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo:
louvemos e sobreexaltemo-lO por todos os séculos.
Bendito seja o Senhor no firmamento do céu:
louvável e glorioso e sobreexaltado por todos os séculos.
(Pequeno Ofício da Bemaventurada Virgem Maria
Segundo o Breviário da Ordem Carmelitana - São Paulo – 1962)
domingo, 4 de março de 2012
A imagem de São Miguel que presenciou exorcismos

Faziam-se filas enormes para receber a benção desse padre ao final da missa. A benção era recebida de joelhos no “murinho” que separa o altar, como se fosse para comungar. O Padre muito calmamente, passava de um em um, abençoando, dando conselhos, sorrindo e exorcizando.... Seu rosto transmitia tranqüilidade, fé, força e mansidão juntamente com uma felicidade inenarrável. Muitos dos que
vinham de longe para conversar com ele voltavam admirados com a sonoridade tranqüila e calma de sua voz. Tranqüilidade essa de quem está em Paz com Deus. Não é preciso dizer que o demônio odiava esse padre e sua força firme e tranqüila de quem tem muita Fé. Do Altar-Mor, tudo observava São Miguel Arcanjo.Quem era esse Padre? Que Paróquia é essa? De que imagem de São Miguel eu falo?
No final do século XIX a Itália atravessava por um período difícil. Os italianos começaram a imigrar para a América em busca de novas oportunidades e de trabalho. E assim, como muitos, aproximadamente pelo ano de 1870, um jovem italiano chamado Miguel Aliano resolveu vir para o Brasil. Na época as
viagens eram feitas com “navios a vela”, pois os “navios a vapores” somente vieram alguns anos mais tarde. Atravessar o Oceano Atlântico com um “Navio a Vela” rumo ao Brasil demorava por volta de três meses, dependendo da direção dos ventos, das calmarias, e do estado do mar.A viagem de Miguel Aliano rumo ao Brasil foi muito tumultuosa, pois enfrentou péssimo tempo, ventos em direções contrárias, fazendo com que a viagem demorasse longos meses.
Viagem muito sofrida. Alguns imigrantes acabaram ficando doentes e outros morreram. Seus corpos foram atirados ao mar. As ondas fortes sacudindo a embarcação, fizeram com que muitos
temessem não chegar ao destino.Miguel, lembrando-se da fé católica que sua mãe lhe havia passado, pediu a São Miguel Arcanjo o milagre de chegar ao Brasil, prometendo que, quando tivesse condições, voltaria à Itália para buscar a imagem do protetor e então mandaria erguer uma capela em sua honra.
Quando se reza, tudo se consegue. Miguel chegou finalmente ao Brasil e com todo o esforço de quem chega numa nova Terra, trabalhou, montou seu comércio e fez economias para poder cumprir sua promessa.
Tão logo foi possível cumpriu sua promessa. No ano de 1891 Miguel Aliano e Ana Maria Olga Aliano construíram uma Capela dedicada a São Miguel Arcanjo na Rua Bráulio Gomes, no Centro de São Paulo. Voltou para a Itália, trazendo de lá a belíssima imagem de São Miguel Arcanjo, toda em madeira pintada. A imagem chegou embalada e dentro de uma caixa de madeira.

São Paulo crescia muito e era necessário alargar ruas, construir prédios, modernizar a cidade. Com isso a Capela de São Miguel Arcanjo foi desapropriada. Grande tristeza entre os familiares.

Mas a Fé Católica é forte na família Aliano. Assim, no ano de 1938, os sucessores de Miguel Aliano construíram uma outra Capela, transferindo-a então a imagem de São Miguel Arcanjo para o Bairro da Mooca, Zona Leste da cidade de São Paulo, onde se encontra até os nossos dias.

Apesar de, às vezes, vir algum padre para rezar missa e dar assistência aos fiéis na Capela de São Miguel Arcanjo, lá não se poderia realizar todas as cerimônias católicas justamente por ser apenas uma simples Capela. Então para Maior Glória de Deus, a família Aliano resolveu doar a Capela para a Cúria Metropolitana que assim conferiu a ela o Título de Paróquia, agora sim, podendo nela realizar todos os atos religiosos e inclusive ter um padre definitivo.
Isso aconteceu na década de 1960. Em 21 de abril de 1960, foi celebrada a primeira missa como Paróquia. O primeiro padre da Paróquia de São Miguel Arcanjo, que lá ficou por longos anos, amado por todos os fiéis da região era o Padre Miguel Pedroso - o Padre exorcista.
Quem o conheceu sabe o que estou falando. Até pessoas inimigas da Igreja Católica ficavam admirados pelo timbre de sua voz. Sua calma, sua tranqüilidade, sua força, sua Fé inabalável, fazia o demônio tremer...
O Padre Miguel atendia a todos os pedidos das pessoas que vinham lhe procurar: visitava doentes, abençoava as casas da região, abençoava as pessoas, fazia incontáveis exorcismos...
Ficando mais idoso, foi transferido para Cotia, onde contribuiu para a formação do famoso Carmelo lá existente. Fui para a cidade de Cotia (interior do Estado de São Paulo) por várias vezes a procura do Padre Miguel. Ele ainda continuava a rezar missa, dar benção nas pessoas e fazia exorcismos. Pessoas leigas ou de ordens religiosas vinham de longe para procura-lo.
Com idade avançada, o padre Miguel faleceu sendo o seu corpo enterrado na cidade de São Roque (interior do Estado de São Paulo). Seu túmulo ainda atrai muitas pessoas que lá rezam. Ainda hoje duas irmãs solteiras, já idosas também, da família Aliano, cuidam da Paróquia de São Miguel Arcanjo. São duas senhoras que propagam imensamente a devoção à São Miguel Arcanjo e tem muito prazer em explicar a todos que as procuram a história da antiga Capela e da Imagem de São Miguel Arcanjo.
Há, porém, um fato que me marcou por toda a minha vida. Esse fato que muito me impressionou foi quando o Padre Miguel retirou a mão do demônio de uma mulher grávida. Esse fato foi narrado na postagem abaixo. Jamais esqueci disso, leiam:
http://almascastelos.blogspot.com/2011/03/mao-do-demonio.html
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O melhor livro depois do Evangelho e das Sagradas Escrituras
Santo Inácio de Loyola, no tempo em que esteve em uma gruta em Manresa, leu um livrinho cujo autor era anônimo. Magnífico livro era esse. Ao que consta, uma parte dele foi escrita como regra para monges, depois vieram outros textos que acrescidos ao primeiro recebeu o nome de Imitação de Cristo, se transformando assim num livrinho.De fato, tão profundo e maravilhoso, que mereceu ser considerado o melhor dos livros, depois dos Evangelhos e das Sagradas Escrituras.
Como dos 66 manuscritos, 60 trazem a assinatura de Tomás de Kempis, na mais respeitada cópia, conhecida como Kempense, escrita em 1441, então atribuiu-se a Tomás de Kempis a autoria do Santo Livrinho.
Trago as primeiras palavras da Imitação de Cristo, para meditação, nesta época de quaresma:
Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.
A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam freqüentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.
Que te aproveita discutires sabiamente sobre a SS. Trindade, se não és humilde, desagradando, assim, a essa mesma Trindade? Na verdade, não são palavras elevadas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus. Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a caridade e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Ecle 1,2), senão amar a Deus e só a ele servir. A suprema sabedoria é esta: pelo desprezo do mundo tender ao reino dos céus.
Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedoras e confiar nelas. Vaidade é também ambicionar honras e desejar posição elevada. Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serás gravemente castigado. Vaidade, desejar longa vida e, entretanto, descuidar-se de que seja boa. Vaidade, só atender à vida presente sem providenciar para a futura. Vaidade, amar o que passa tão rapidamente, e não buscar, pressuroso, a felicidade que sempre dura.
Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecle 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus.
(Livro: A Imitação de Cristo - Tomás de Kempis)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Os Sacramentos - Matrimônio
O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos.O Matrimônio foi instituído pelo próprio Deus no Paraíso terrestre; e no Novo
Testamento foi elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.
O Sacramento do Matrimônio significa a união indissolúvel de Jesus Cristo com a Santa Igreja, sua esposa e nossa Mãe amantíssima.
Diz-se que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel, isto é, que não se pode quebrar senão pela morte de um dos cônjuges, porque assim o estabeleceu Deus desde o começo, e assim o proclamou solenemente Jesus Cristo, Senhor Nosso.
No Matrimônio entre cristãos o contrato não se pode separar do Sacramento, porque para eles o Matrimônio não é outra coisa senão o mesmo contrato natural, elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento. Entre os cristãos não pode haver verdadeiro Matrimônio que não seja Sacramento.
O Sacramento do Matrimônio produz os seguintes efeitos:
1º dá um aumento da graça santificante;
2º confere a graça especial para se cumprirem fielmente todos os deveres matrimoniais.
Para quem pensa que é o Padre o Ministro do Sacramento do Matrimônio, se enganou.
OS MINISTROS do Sacramento do Matrimônio são os mesmos esposos, que reciprocamente conferem e recebem o Sacramento.
Este Sacramento, porque conserva a natureza de contrato, é administrado pelos mesmos contraentes, declarando na presença do próprio pároco, ou de outro Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas, que se unem em matrimônio.
Para que serve então a bênção que o pároco dá aos esposos?
A bênção que o pároco dá aos esposos não é necessária para constituir o Sacramento, mas é dada para sancionar em nome da Igreja a sua união, e para atrair sempre mais sobre eles as bênçãos de Deus.
Quem contrai Matrimônio deve ter intenção:
1º de fazer a vontade de Deus, que o chama a tal estado;
2º de procurar nele a salvação da própria alma;
3º de educar cristãmente os filhos, se Deus lhos der.
Os esposos, para receber com fruto o Sacramento do Matrimônio, devem:
1º encomendar-se de todo o coração a Deus, para conhecer a sua vontade e para alcançar d’Ele as graças que são necessárias em tal estado;
2º consultar os próprios pais, antes de chegar ao noivado, como o exige a obediência e o respeito devido aos mesmos;
3º preparar-se com uma boa confissão, até mesmo geral, se for necessário, de toda a vida;
4º evitar toda a familiaridade perigosa de trato e de palavras, ao conversarem mutuamente. antes de receberem este Sacramento.
Obrigações das pessoas unidas em Matrimônio:
1º guardar inviolada a fidelidade conjugal, e proceder sempre cristãmente em tudo;
2º amar-se mutuamente, suportando-se um ao outro com paciência, e viver em paz e harmonia;
3º se têm filhos, cuidar seriamente de prover às suas necessidades, dar-lhes educação cristã, e deixar-lhes a liberdade de escolher o estado de vida a que Deus os chamar.
Condições e impedimentos do Matrimônio
Para contrair VALIDAMENTE o Matrimônio cristão é necessário estar livre de qualquer impedimento matrimonial dirimente, e dar livremente o próprio consentimento ao contrato do Matrimônio na presença do próprio pároco ou de um Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas.
Para contrair LICITAMENTE o Matrimônio cristão, é necessário estar livre dos impedimentos matrimoniais impedientes, estar instruído nas verdades principais da religião, e estar em estado de graça. Se não estiver em estado de graça, isto é, sem pecado, deve se confessar, pois casar com pecado grave é cometer um sacrilégio.
Os impedimentos matrimoniais são certas circunstâncias que tornam o matrimônio ou inválido ou ilícito. No primeiro caso chamam-se impedimentos dirimentes, no segundo impedimentos impedientes.
Impedimentos dirimentes são, por exemplo, a consangüinidade até ao terceiro grau, o parentesco espiritual, o voto solene de castidade, a diversidade de culto entre batizados e não batizados etc.
Impedimento impediente é, por exemplo, o voto simples de castidade etc.
Os fiéis são obrigados a manifestar à autoridade eclesiástica os impedimentos matrimoniais que conhecem; e é por isso que os párocos fazem as publicações, isto é, lêem os pregões dos que se vão casar.
Só a Igreja tem o poder de estabelecer impedimentos e de julgar da validade do Matrimônio entre os cristãos, como só a Igreja pode dispensar daqueles impedimentos que Ela estabeleceu, por que só a Ela conferiu Jesus Cristo direito de promulgar leis e decisões acerca das coisas sagradas.
O vínculo do Matrimônio cristão não pode ser dissolvido pela autoridade civil, porque esta não pode ingerir-se em matéria de Sacramentos, nem separar o que Deus uniu.
O casamento civil não é mais que uma formalidade prescrita pela lei para os cidadãos, a fim de dar e de assegurar os efeitos civis aos casados e aos seus filhos.
Um cristão não pode celebrar somente o contrato civil, porque este não é Sacramento, e portanto não é um verdadeiro matrimônio.
Os esposos que convivessem juntos, unidos somente pelo casamento civil, estariam em estado habitual de pecado mortal, e a sua união seria sempre ilegítima diante de Deus e da Igreja.
Deve fazer-se também o contrato civil, porque, embora não seja ele Sacramento, serve, no entanto, para garantir aos casados e a seus filhos os efeitos civis da sociedade conjugal; eis porque, como regra geral, a autoridade eclesiástica não permite o casamento religioso, quando não se cumprem as formalidades prescritas pela autoridade civil.
Catecismo de São Pio X
Publicado também no Blog Jovens e Namoros







